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O Governo afirma que a greve geral convocada pela CGTP está a registar uma adesão reduzida em vários setores, sublinhando que a “esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar” esta quarta-feira.
A posição foi transmitida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, que apresentou dados provisórios relativos à adesão à greve até às 11h30.
Segundo a governante, o impacto da paralisação no setor privado é limitado. “A greve parece ter muito pouca adesão”, afirmou, acrescentando que em algumas áreas a participação é “mesmo nula”.
Indústria sem interrupções significativas
De acordo com o Executivo, o setor industrial não terá registado perturbações relevantes. “No setor industrial, todas as fábricas estão a trabalhar, nas áreas principais, têxtil, calçado, metalomecânica”, referiu a ministra.
O Governo assegura ainda que não se verificam interrupções no turismo, no comércio ou no transporte de mercadorias, assim como nos hospitais privados.
Setor público com maior impacto
Já no setor público, o impacto da greve é mais visível, sobretudo nos transportes e na educação. Ainda assim, a ministra sublinha que muitos serviços estão a funcionar com normalidade ou em regime de serviços mínimos.
“Os serviços estão genericamente a responder ou em pleno ou, com destaque transporte e saúde, nos serviços mínimos”, disse Maria do Rosário Palma Ramalho.
Na área da educação, o Governo reconhece constrangimentos, nomeadamente na realização de provas de avaliação. Segundo dados avançados pela ministra, cerca de 40% dos alunos não realizaram uma prova de Português agendada para o dia de hoje.
Avaliação do Governo
O Executivo afirma que irá analisar a situação com base nos dados recolhidos ao longo do dia, retirando depois as conclusões consideradas necessárias.
“O país está a funcionar normalmente”, resumiu a ministra.