sexta-feira, 13 mar. 2026

Governo debaixo de críticas

As críticas à atuação tardia do Governo surgiram de todos os lados e até as medidas  no valor de 2,5 mil milhões serviram  para apontar o dedo.
Governo debaixo de críticas

Ainda que tenha anunciado medidas no montante de 2,5 mil milhões de euros, o Governo de Luís Montenegro, que admitiu já que os prejuízos podem ser superiores a quatro mil milhões de euros, não se livrou das críticas, diaparadas de todo o lado.

Uma das mais recentes foi do ainda Presidente da República. «Não é por eu dizer que o Governo esteve melhor ou pior. Há coisas em que se esteve melhor e coisas em que se esteve pior. A explicação às pessoas, em muitos casos, não correu bem, não correu bem, não correu bem», disse Marcelo Rebelo de Sousa, reiterando que «não serve de nada ter medidas no papel» se não for possível a sua execução. E pediu ainda coordenação no terreno.

Por sua vez, o candidato presidencial André Ventura tem vindo a dizer que o Governo foi tardio na sua resposta, mas não se tem ficado por aqui. Falando num «falhanço em toda a linha», o candidato atirou: «Quando se estabelece para ajudar as pessoas limites de 500 euros ou 530 euros [537 euros], isto só pode ser gozar com a população».

Sem grandes críticas ao Governo esteve o candidato presidencial António José Seguro, que prometeu, no entanto, fazer o que estiver ao seu alcance para que as ajudas cheguem ao terreno. «A realidade é a maior pressão. As pessoas estão aflitas, precisam desses apoios. Eu não percebo qual é a dúvida. Eles têm que chegar rapidamente», admitindo falar com o Governo, se for «útil para garantir e para ajudar a que os apoios possam chegar». «Eu não pouparei nenhum trabalho que eu possa desenvolver ou ação que possa concretizar para que, de facto, os apoios cheguem ao terreno», prometeu.

Ao longo dos dias, foram vários os autarcas que criticaram a inação do Governo nas primeiras horas de tempestade.

No entanto, pouco depois e na sequência da visita a várias localidades onde membros do Governo puderam ver com os próprios olhos os resultados da destruição, o  Executivo anunciou medidas no valor de 2,5 mil milhões de euros. A população afetada pode contar com apoios diretos até 10 mil euros para habitação própria e permanente e para explorações agrícolas e florestais quando não exista seguro, isenção temporária de contribuições para empresas atingidas, layoff simplificado e duas linhas de crédito de 1.500 milhões de euros.