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Os dados estão lançados: Os eleitores vão escolher como Presidente da República no próximo dia 8 de Fevereiro entre o socialista António José Seguro, apostado em “derrotar o medo e erguer a esperança”, e o líder do Chega, André Ventura, que se apresenta como o candidato agregador do voto do “povo não socialista” e chefe da direita.
Nos discursos finais da noite eleitoral, Seguro reafirmou o tom moderado e consensual que vai manter nas próximas três semanas de campanha, enquanto André Ventura assinalou que a “direita não perdeu as eleições” de domingo, ganhou-as, e que a escolha de 8 de Fevereiro é entre o regresso da “tralha de José Sócrates” e a vitória do “povo não socialista”.
Os dois finalistas na corrida para Belém ficaram também a saber este domingo que tanto Luís Montenegro, chefe do Governo e líder do maior partido parlamentar, como os três candidatos que lhes sucederam em número de votos na primeira volta, João Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo e Marques Mendes, abdicaram de endossar apoios para a segunda volta.
E os resultados conhecidos na noite de domingo são claros: Seguro atingiu um pouco mais de 1,7 milhões de votos. Já o resultado de André Ventura associado ao dos de Cotrim, Melo e Mendes fixou-se nos 3,5 milhões de votos. Ou seja, há ali 1,7 milhões de votos a mais entre o resultado de Seguro e a soma dos restantes quatro candidatos mais votados.
E esse vai ser o desafio central dos dois candidatos que correm agora para Belém: reorientar e reformatar esses 2,2 milhões you de votos.