Emigrantes poderão ter de votar na segunda volta com boletins da primeira

Os eleitores emigrantes poderão votar numa hipotética segunda volta a 7 e 8 de fevereiro. Tendo em conta que os resultados da primeira volta são revelados a 18 de janeiro, o tempo não está a favor da Comissão Nacional de Eleições, que tem um plano B.
Emigrantes poderão ter de votar na segunda volta com boletins da primeira

Todas as sondagens apontam para que exista uma segunda volta nas eleições presidenciais de 2026 com os dois candidatos mais votados na primeira - o que implica novos boletins, idealmente apenas com dois nomes de candidatos. No entanto, e há semelhança do que já se verificou com os boletins da primeira volta, que incluem candidatos que não recolheram todas as assinaturas, os emigrantes poderão não ter boletins atualizados. O plano B da Comissão Nacional de Eleições (CNE) é usar o boletim da primeira volta. 

Os eleitores emigrantes poderão votar numa hipotética segunda volta a 7 e 8 de fevereiro. Tendo em conta que os resultados da primeira volta são revelados a 18 de janeiro, o tempo não está a favor da comissão, segundo o porta-voz da CNE, André Wemans, que espera que sejam “apenas casos pontuais”.

O número de eleitores recenseados no estrangeiro é de 1,7 milhões e há uma onda de frustração e crítica por se manterem dificuldades no direito ao voto. “Há uma grande frustração porque a Assembleia da República não tem feito modificações no sentido de simplificar as leis eleitorais”, explica o presidente do movimento “Também Somos Portugueses”, citado pela Agência Lusa. 

Apesar disso, espera que o número de eleitores emigrantes para escolher o novo Presidente da República volte a subir, à semelhança do que aconteceu nos últimos atos eleitorais.