quarta-feira, 13 mai. 2026

Dirigente do PS defende liberdade de imprensa após polémica com autarca de Coimbra

As declarações surgem na sequência das críticas da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, dirigidas a um jornalista da agência Lusa
Dirigente do PS defende liberdade de imprensa após polémica com autarca de Coimbra

O dirigente socialista André Moz Caldas afirmou esta segunda-feira que uma “atitude individual” de um autarca não é suficiente para pôr em causa a liberdade de imprensa, sublinhando, ainda assim, que o Partido Socialista “estará sempre do lado da liberdade de imprensa”.

“O PS estará sempre do lado da liberdade de imprensa. Qualquer coisa que publicamente seja entendida como algo que a belisque não honra a tradição do Partido Socialista”, afirmou o dirigente, em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.

As declarações surgem na sequência das críticas da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, dirigidas a um jornalista da agência Lusa.

A autarca, eleita por uma coligação que inclui socialistas, acusou o jornalista de “falta de verdade”, “falha deontológica grave” e de ter uma alegada “agenda política”, retirando-lhe a confiança.

A direção de informação da agência Lusa já tinha enviado uma carta à presidente da autarquia a repudiar as acusações, considerando-as “descabidas, infundadas e difamatórias”, reafirmando a confiança no jornalista em causa.

Também o Sindicato dos Jornalistas criticou as declarações da autarca, acusando-a de colocar em causa a independência e o profissionalismo do jornalista.

André Moz Caldas reforçou que o posicionamento do PS em defesa da liberdade de imprensa “não deixa margem para equívocos”, lembrando a tradição histórica do partido neste domínio.

“Quer no passado, quer hoje, quer no futuro, o PS estará sempre do lado da liberdade de imprensa”, afirmou.

A polémica tem origem numa notícia da agência Lusa sobre a Casa do Cinema de Coimbra, na qual se referia que o equipamento poderá perder a licença caso o município não avance com um plano de reabilitação acordado, tendo o executivo municipal sido contactado sem resposta.