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Tanto João Cotrim de Figueiredo – que conseguiu ficar em terceiro lugar nas eleições presidenciais – como Luís Marques Mendes não deram apoio a nenhum dos candidatos que irá passar a segunda volta.
Cotrim de Figueiredo que contou com o apoio da Iniciativa Liberal conseguiu captar quase 892 mil votos (16,1%), bem acima dos cerca de 133 mil votos (3,2%) conquistados por Tiago Mayan nas últimas eleições presidenciais admitiu, no seu discurso de derrota, que os portugueses irão ser “confrontados com a péssima escolha entre Seguro e Ventura".
O candidato derrotado lamentou que “apesar da maioria social de centro-direita no país, é provável que venhamos a ter um Presidente da República do PS”, dizendo que isso “fica a dever-se unicamente a um erro estratégico da liderança do PSD”. E acrescentou: “Apesar das evidências [que estaria mais bem colocado do que Marques Mendes] e do apelo que lhe fiz, Luís Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do seu próprio partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro”.
Opinião contrária tem o líder parlamentar da IL que já deu o seu apoio a Seguro, mas fazendo questão de ressalvar que é uma posição individual. “Sou crítico do PS, mas em causa aqui não está a atuação do PS”, disse Mário Amorim Lopes, acrescentando que "muitos comportamentos do Chega" representam uma "forte ameaça ao Estado de direito".
Já Luís Marques Mendes que contou com o apoio da AD não chegou a conquistar 632 mil votos (11,34%), bem aquém dos 60,7% dos votos alcançados por Marcelo Rebelo de Sousa (mais de 2,5 milhões de votos). E sobre a segunda volta disse apenas: “Tenho a minha opinião pessoal mas enquanto candidato não sou dono dos votos que em mim foram depositados. Cada um decidirá de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência".
Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já veio reagir que o PSD não irá participar nas três semanas de campanha eleitoral para a segunda volta. "A conclusão que o PSD retira desta eleição é que o seu espaço político não estará representado nesta segunda volta, em virtude do resultado obtido pelo candidato que apoiamos".
E deixou ainda uma palavra em relação aos resultados deste ato eleitoral: “A conclusão que o PSD retira desta eleição é que o seu espaço político não estará representado na segunda volta”, algo que o também primeiro-ministro atribui à “divisão de votos” verificada naquele espaço, numa alusão à candidatura de João Cotrim Figueiredo, notando que tal divisão não aconteceu nem à esquerda nem à direita do seu partido.
Para já, o candidato presidencial Gouveia e Melo considerou "precoce" indicar quem apoiará na segunda volta.