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Tiago Antunes anunciou que não voltará a candidatar-se ao cargo de Provedor de Justiça, após o Parlamento ter chumbado o seu nome e de considerar ter sido alvo de um processo de “cancelamento”.
Num artigo de opinião publicado no Expresso, o antigo secretário de Estado criticou duramente a atuação dos deputados, acusando-os de não cumprirem compromissos e de contribuírem para um ambiente político degradado.
“Os deputados desrespeitam acordos, brincam com o bom-nome das pessoas e alimentam campanhas persecutórias absolutamente infundadas e ridículas. Assim, não contem comigo”, escreveu.
A eleição de Tiago Antunes falhou há cerca de uma semana, tendo obtido 104 votos favoráveis, aquém dos 154 necessários para alcançar a maioria de dois terços exigida para o cargo.
O candidato, que tinha sido indicado pelo PS no âmbito de um entendimento com o PSD, lamenta que o acordo não tenha sido respeitado. “Esse acordo existiu e foi firmado (…) Infelizmente, não foi honrado”, sublinhou.
Ao longo do processo, considera ainda ter sido alvo de ataques injustificados, referindo-se a uma “campanha vil, assente em falsidades”.
Entre os argumentos levantados durante o debate público esteve a possibilidade de, enquanto provedor, vir a pronunciar-se sobre eventuais processos envolvendo o Estado português, incluindo casos mediáticos.
Perante o desfecho, Tiago Antunes garante que regressa em exclusivo à vida académica, afirmando-se orgulhoso do seu percurso profissional e da atividade como professor de Direito.
O lugar de Provedor de Justiça permanece por preencher desde a saída de Maria Lúcia Amaral, que assumiu funções governativas, mantendo-se agora em aberto a escolha de um novo nome para o cargo.