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João Cotrim de Figueiredo afirmou esta terça-feira que está a ultimar, com o seu advogado, a apresentação de uma queixa por difamação contra a ex-assessora que o acusou de assédio. O candidato presidencial manifestou a intenção de que o processo dê entrada antes do fim da campanha eleitoral.
“Estou à espera que o meu advogado confirme em que data é que pode ocorrer, porque gostava que fosse antes do fim da campanha eleitoral”, declarou, admitindo estar a atravessar “horas e dias difíceis” e agradeceu as mensagens de solidariedade recebidas.
“Isto é pessoalmente muito, muito difícil de digerir e muito doloroso”, afirmou.
O candidato reiterou que não pondera desistir da corrida presidencial. “Não serão este tipo de manobras do mais sujo que existe na política que me vão fazer mudar de caminho”, disse, apelando aos eleitores para que “não se deixem enganar por campanhas sujas”.
“Confio que os portugueses saibam que sou a mesma pessoa que sempre fui na vida pública e que não tenho nada a esconder”, acrescentou.
Questionado sobre a referência, feita num comunicado da sua candidatura, ao facto de a ex-assessora trabalhar atualmente no Governo, Cotrim de Figueiredo afirmou tratar-se de “uma informação factual relevante”.
“Pode indiciar que num órgão de soberania da nação está alguém que publica mentiras”, disse, recusando, no entanto, “usar teorias da cabala”.
Ainda assim, considerou o momento da denúncia “suspeito”. “Se isto tiver a ver com alguma tática política contra a minha candidatura, com medo de que eu possa fazer sombra ou excluir alguém da segunda volta, não é isto que me vai derrubar”, sublinhou.
Entretanto, foi tornada pública uma carta aberta subscrita por 30 mulheres que trabalharam com João Cotrim de Figueiredo, manifestando solidariedade com o candidato e rejeitando as alegações de assédio.
“A ligeireza com que se colocam em causa a integridade e a reputação de uma pessoa é irresponsável”, escrevem, garantindo que sempre foram tratadas “com respeito, profissionalismo e consideração” e que nunca presenciaram comportamentos inadequados.
Entre as signatárias encontram-se as deputadas Joana Cordeiro e Angélique da Teresa, a ex-deputada Patrícia Gilvaz e a apresentadora Iva Domingues.
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, não subscreveu a carta. Segundo Cotrim de Figueiredo, a dirigente contactou-o telefonicamente e explicou que, enquanto líder do partido, não considerou adequado assinar o documento.
“A Mariana Leitão é presidente do partido do qual eu sou militante e não fazia sentido estar a subscrever nessa qualidade”, explicou, frisando que recebeu da sua parte “uma chamada bastante calorosa e bastante enfática”.