quinta-feira, 14 mai. 2026

Chega quer proibir condenados por corrupção de voltar cargos públicos

Partido propõe endurecimento da lei dos crimes de responsabilidade política
Chega quer proibir condenados por corrupção de voltar cargos públicos

O Chega apresentou uma proposta para alterar a lei dos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, defendendo que condenados por crimes como corrupção fiquem impedidos, de forma definitiva, de exercer funções públicas.

Atualmente, a legislação prevê que titulares de cargos políticos condenados por crimes punidos com pena de prisão superior a três anos, ou por crimes como corrupção ou recebimento indevido de vantagem, possam ser proibidos de exercer funções políticas por um período entre dois e dez anos.

Com a nova proposta, o Chega pretende eliminar esse limite temporal, tornando permanente a proibição de acesso a cargos políticos para condenados em casos considerados mais graves.

Fim de limitações temporais

O projeto de diploma propõe também revogar a norma que exclui do período de proibição o tempo em que o condenado esteja privado de liberdade, seja por medida de coação, pena ou medida de segurança.

Na exposição de motivos, o partido justifica a iniciativa com a necessidade de reforçar a confiança nas instituições públicas, apontando para “demasiados casos” que terão colocado em causa a credibilidade de titulares de cargos políticos.

“Período atual é insuficiente”

Segundo o Chega, o atual regime é “manifestamente insuficiente”, defendendo que, nos casos mais graves, os condenados não devem poder regressar à vida política “em circunstância nenhuma”.

Em comunicado, o partido sustenta que a alteração visa combater a perceção de impunidade e reforçar a responsabilização no exercício de funções públicas.

A proposta deverá agora seguir os trâmites parlamentares na Assembleia da República, onde será debatida pelas restantes forças políticas.