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Uma ação do Chega junto à Assembleia da República terminou esta sexta-feira com a intervenção da Polícia Municipal de Lisboa, a apreensão de um cartaz de grandes dimensões, a abertura de um processo de contraordenação e a apresentação de uma queixa-crime por parte do partido.
Apesar da intervenção das autoridades, os responsáveis do Chega regressaram mais tarde ao local e voltaram a instalar o cartaz com a mesma mensagem dirigida ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Polícia aponta falta de autorização e danos no passeio
Segundo a Lusa, a Polícia Municipal justificou a intervenção por a estrutura ter sido montada sem autorização e por terem sido abertos buracos no passeio para fixar o suporte do cartaz.
Além da apreensão da lona, os agentes identificaram os elementos do partido presentes no local e instauraram um processo de contraordenação ao Chega.
Chega responde com queixa-crime
Na sequência da atuação da Polícia Municipal, os dirigentes do partido chamaram a PSP para formalizar uma queixa-crime contra a Polícia Municipal e a Câmara Municipal de Lisboa.
O cartaz exibia uma imagem do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com os olhos e a boca tapados, acompanhada da mensagem: "Portugal a arder. Caos nos Exames. Almada sem água. Onde está o Governo?".
O secretário-geral adjunto do Chega, Carlos Magno Magalhães, defendeu que "o partido não precisa de pedir autorização" para instalar cartazes políticos, sustentando que esse direito está protegido pela Constituição.
"Um partido político pode colocar os 'outdoors', as suas mensagens políticas, onde quer e bem entenda. Isto é um abuso de poder. Não sei bem se está a passar em Lisboa com Carlos Moedas", afirmou.
Partido voltou a instalar o cartaz
A ocorrência mobilizou agentes da Polícia Municipal e da PSP.
Depois de concluída a intervenção policial, os elementos do Chega regressaram ao local e reinstalaram o cartaz, repetindo a ação que tinha motivado a intervenção das autoridades.