sexta-feira, 13 mar. 2026

Chamou-lhe prostituta e deixou de pagar a pensão do filho. Vereador do Chega condenado por injúrias à ex-mulher

O vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa, Bruno Mascarenhas, garante que continua a reunir todas as condições para exercer o seu cargo.
Chamou-lhe prostituta e deixou de pagar a pensão do filho. Vereador do Chega condenado por injúrias à ex-mulher

O processo remonta a episódios ocorridos em 2013, quando Bruno Mascarenhas, agora vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa, desempenhava funções como deputado municipal na freguesia da Estrela, eleito pelo CDS. Depois do divórcio, tinha a obrigação de pagar pensão de alimentos ao filho mais novo, mas terá interrompido os pagamentos em 2011, originando uma ação de penhora.

De acordo com a denúncia, este conflito terá levado o vereador a enviar, ao longo de quatro meses, emails e mensagens SMS contendo insultos dirigidos à ex-companheira. Entre as expressões citadas na sentença estão: “És uma chulazeca ordinária que não tem respeito por si própria, nem pelos filhos”, bem como termos como “prostituta” e “sopeirita do Funchal ‘educada’ em Benfica”.

O juiz Carlos Miguel Pereira avaliou que a linguagem utilizada excedeu o “limite do razoável”. “O arguido bem sabia que tais palavras e expressões dirigidas à assistente são ofensivas, mas mesmo assim proferiu-as com a intenção de a ofender na sua honra, dignidade e consideração pessoal, familiar e social, o que conseguiu”, lê-se na sentença.

Mascarenhas foi condenado a pagar uma multa de 900 euros e 1.000 euros de indemnização à ex-mulher, de acordo com o revelado pela revista Sábado. Questionado sobre se o processo compromete a sua atuação no Chega, o vereador respondeu que a pergunta não tinha “qualquer sentido” e garantiu: “Obviamente reúno todas as condições para exercer a minha militância e o exercício de funções de forma plena num partido de direita conservadora.”