quarta-feira, 13 mai. 2026

CGTP marca greve geral para 3 de junho e sobe o tom contra pacote laboral

Anúncio feito no 1.º de Maio reforça confronto com o Governo. UGT mantém-se na negociação e não fecha porta a formas de luta.
CGTP marca greve geral para 3 de junho e sobe o tom contra pacote laboral

A CGTP anunciou esta sexta-feira a convocação de uma greve geral para 3 de junho, intensificando a contestação ao pacote laboral que o Governo prepara.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral, Tiago Oliveira, no dia em que se assinala o Dia do Trabalhador, com um apelo direto à mobilização dos trabalhadores. “A CGTP vai convocar hoje todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral”, afirmou, defendendo a continuidade da luta por melhores condições de vida.

O dirigente sindical justificou a decisão com a necessidade de travar medidas que, no seu entender, agravam a precariedade e fragilizam direitos laborais. Entre as críticas apontadas estão propostas relacionadas com despedimentos, organização do tempo de trabalho e limitação da ação sindical.

Para Tiago Oliveira, o atual contexto vivido pelos trabalhadores contrasta com o discurso oficial, acusando o Executivo de não refletir na prática as dificuldades sentidas no dia a dia. O líder da central sindical sustenta ainda que, apesar de meses de debate, o essencial das propostas governamentais se mantém inalterado.

A convocatória da greve surge num momento de maior tensão social, com o 1.º de Maio a servir de palco para reforçar posições e mobilizar bases.

Já a UGT adota, para já, uma estratégia diferente. O secretário-geral, Mário Mourão, garante que a central sindical continua envolvida nas negociações com o Governo, no âmbito da concertação social.

Sem afastar qualquer cenário, incluindo formas de protesto mais duras, a UGT prefere aguardar pelos desenvolvimentos das conversações antes de tomar decisões. Ainda assim, admite que as posições estão distantes e que não há, para já, sinais de entendimento.

O dossiê laboral deverá seguir para o parlamento nas próximas semanas, num processo que promete manter a pressão política e sindical elevada.