No discurso após a derrota, André Ventura sublinhou o caráter "histórico" do resultado do Chega. “Vamos em breve governar este país”, afirmou, lembrando que conseguiu subir cerca de 30% em relação à primeira volta e angariou mais 300 mil votos do que nas últimas legislativas.
“Superámos a aliança da AD nas legislativas e é justo dizer que, não tendo vencido, os portugueses colocaram-nos neste caminho de governar o país”, acrescentou Ventura, destacando que “liderámos e vamos liderar a direita em Portugal”. Apesar do objetivo de vencer não se ter concretizado, Ventura considerou que esta foi “a força com o maior resultado de sempre na nossa história”.
O candidato felicitou António José Seguro e reconheceu a vitória do socialista: “O sucesso de Seguro à frente de Portugal é sucesso de todos”, desejando-lhe um “caminho de desenvolvimento e de prosperidade para o país”.
Ventura aproveitou para reforçar a continuidade do projeto político do Chega. “O resultado alcançado nesta segunda volta permite continuar o caminho de luta contra as elites”, afirmou, acrescentando que “é um enorme estímulo para continuar a trabalhar no projeto de mudar Portugal”.
“O que me proponho é tão somente continuar nessa luta, a luta de um povo inteiro, contra as elites que sempre o tentaram destruir. O mesmo sonho de Sá Carneiro: o sonho de conseguir uma maioria que faça a diferença e a mudança”, concluiu, garantindo que o movimento é imparável e que “cedo ou tarde, Portugal vai mesmo mudar”.