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O líder do partido Chega já reagiu ao processo judicial imposto por Nuno Melo tanto a André Ventura como ao deputado Pedro Frazão e ao jornal online 24Horas.
Ventura considera que o Governo “deve governar, mas também tem de se habituar a ser escrutinado”. “Esta ação revela como este Executivo reage mal ao escrutínio democrático e às questões de transparência, quer da oposição, quer da comunicação social, o que demonstra um claro sinal de opacidade e arrogância”, refere o líder do Chega em comunicado.
Em causa está uma notícia avançada pelo jornal online que referia que a empresa portuguesa NTG tinha participado nas negociações entre o Governo português e a empresa italiana Fincantieri para a aquisição de três fragatas. A mesma notícia informava que a empresa tinha sido afastada das negociações pouco antes da assinatura dos contratos, o que tinha resultado numa perda de 90 milhões de euros em comissão.
“Entre outras afirmações da maior gravidade, [André Ventura e Pedro Frazão] falaram de “mais um escândalo”, “empresas afastadas”, “comissões”, “negociatas”, “suspeita de que dinheiro tenha sido canalizado para ser transferido, mobilizado de outra forma”, refere o ministério em comunicado emitido esta segunda-feira.
Ainda assim, André Ventura garante que continuará a exigir esclarecimentos acerca do alegado negócio, que o ministério da Defesa garante não existir. "Estes e outros esclarecimentos vão ser exigidos, pois Portugal não aguenta outro escândalo tipo ‘submarinos’ nas suas contas públicas de Defesa”, lê-se ainda no comunicado, que exige o valor do negócio, a existência (ou não) de comissões e os seus destinatários, além dos termos do contrato.