segunda-feira, 18 mai. 2026

Teresa Carvalho

As coisas aqui em baixo

António Lobo Antunes fez do leitor – provocado, investido, ferido, apontado nas suas insuficiências, incapacidades, nas derrotas a que o tempo, uma vez expirado, o sujeita – um alvo. 

Maria Alzira Seixo. A literatura como verdadeira vida 

1941-2026 A doença de Alzheimer travou um labor infatigável ao serviço da literatura portuguesa

Carla Pais. ‘O distanciamento permitiu-me ver Portugal despido. Sem nuvens nos olhos’

Diz que fez sempre tudo ao contrário e que por isso a sua biografia é tão pouco convencional. Aos 17 anos, decidiu que queria descobrir o amor. Em 2012 emigrou para França, onde trabalhou nas limpezas e a embalar salmão. Mas nunca deixou de escrever. Acaba de ser distinguida com o prémio LeYa

Rafaela Ferraz. ‘O cemitério replica as desigualdades da cidade’

A investigadora em criminologia, mestre em Medicina Legal e autora de Portugal de Morte a Sul leva-nos numa viagem ora insólita, ora bem humorada, por um tema que nunca nos deixará indiferentes

Teresa Rita Lopes. Não foi outra viúva, mas uma amante de Pessoa

Uma das primeiras escafandristas da arca pessoana, coube-lhe dar um impulso decisivo para a glória que o engoliu.

Maria Teresa Horta (1937–2025). Sem interditos, sem vassalagens

Morreu na Lisboa onde sempre viveu, na última terça-feira de manhã, aos 87 anos. Nunca arredou pé das suas convicções e começou cedo a construir um currículo de ‘nãos’.

Adília Lopes (1960-2024),a poetisa que escrevia para se salvar

Adília fez sempre um jogo bastante perigoso, e a notícia da sua morte soou abrupta como a ferida de uma última cesura.

Camões: 500 anos. O Gama d'Os Lusíadas: herói não-heróico

Apesar dos sérios concorrentes na chamada galeria dos heróis do Oriente, Vasco da Gama foi o eleito para conduzir as naus à Índia. E também o eleito de Camões quando outros candidatos à epopeia se perfilavam. Hoje, com um pé na história, outro na literatura, é impossível recordá-lo à margem de Camões.

Nuno Júdice. Um lugar para arrumar a morte

1949-2024 . Leitor voraz, poeta, ficcionista, ensaísta, tradutor.

Filomena Marona Beja. A romancista que se servia do caldo histórico

1944-2023. A escritora morreu aos 79 anos.

A.M. Pires Cabral. 'A poesia é das atividades humanas mais atreitas a charlatanismo'

É poeta e ficcionista e tem vindo a construir uma obra de pessoalíssima voz. Nasceu em 1941 em Chacim, uma antiga vila de Macedo de Cavaleiros e é conhecido o seu desapego pelas grandes cidades e pela via rápida (tantas vezes efémera ou imediatamente mortal) do produto desnacionalizado.

'Até que ponto os herdeiros de Sophia podem bloquear uma obra?'

Começou por estudar Economia em Itália, mas os poemas publicados por uma revista de Milão levaram-no a apaixonar-se pela literatura portuguesa. Depois de Eugénio de Andrade, dedicou-se a estudar a obra de Sophia de Mello Breyner, e deparou-se com um obstáculo imprevisto.