Como pode o governo justificar que não recebe o Chega, a terceira força politica com assento parlamentar, que representa a vontade de mais de 385 mil portugueses? Legalmente, pode argumentar que nada obriga o governo a receber qualquer partido. Logo, nada o obriga a receber o Chega. Mas democraticamente, não. Porque o Chega é, até sentença contrária, um partido legal e, quer se goste quer não, tem assento parlamentar. Se Costa recebe todos os partidos, não pode dizer que recebe todos menos um. Cuja representação foi conseguida por voto popular, em eleições democráticas.