domingo, 18 jan. 2026

Rui Moreira

O complicómetro

Um Estado que não se reforma estagna e degrada-se. E o nosso tem escapado a qualquer reforma. Nos últimos 40 anos, os únicos governos que as concretizaram foram os de Cavaco Silva...

Tordesilhas no Alasca?

O Presidente americano não irá criar condições para que a oposição democrática chegue ao poder, tanto assim que descartou a representatividade de María Corina Machado, a quem não perdoará ter-lhe ‘roubado’ o prémio Nobel da Paz

A união que não existe

O modelo dual que Proença criou, com o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, e o Diretor Técnico Nacional de Arbitragem, Duarte Gomes, não se articula e as avaliações públicas e intermitentes deste último só contribuem para o caos instalado

Oroboros, a serpente que devora a sua cauda

Numa democracia adulta, que se quer resiliente, é necessário escrutínio, sem nunca deixar de respeitar as regras do jogo

O sistema de castas

Independentemente do pacote laboral, que tem coisas boas e coisas más, o que interessa às centrais sindicais é garantir que a sua casta é capaz de se mobilizar preventivamente

A batalha que vale a pena

Se não apoiarmos intransigentemente o heroísmo dos ucranianos, estaremos inevitavelmente, dentro de poucos anos, em guerra direta com o imperialismo russo, perante o encolher de ombros de Trump...

Complexo (do) Brasil

Se a senhora Brun e os seus camaradas querem um registo sério sobre a forma como, depois da independência, os seus antepassados trataram os povos autóctones, deveriam ler Tristes Trópicos, de Claude Lévi-Strauss...

Uma cumplicidade interesseira

A nomenclatura angolana então instalada resistiu ao fim da URSS e criou um regime que tem delapidado e saqueado com esmero os imensos recursos naturais do país

Coisas da semana

A sinistralidade rodoviária continua a ser assustadora entre nós. Em 2023, Portugal foi o sexto pior país da UE, com 60,8 mortes por milhão de habitantes, acima da média europeia de 45,6

Reconstruir a confiança

Enquanto o Estado transferir o ónus social para os senhorios, não há políticas coercivas ou incentivos fiscais que resolvam o problema.

Uma equação impossível

Uma política de imigração inteligente não acaba na fronteira. Deve ser discutida, e concebida, por gente adulta e comprometida com o bem comum, com uma visão global e adulta

Sem keffiyeh nem flotilha

O Bloco foi dizimado, perdeu os jovens, e é hoje tão incomodamente irrelevante que muitos ativistas das causas da Palestina e LGBTI+ já não toleram a sua colagem.