Rui Moreira

A canícula

Ondas de calor sempre existiram, sim. O que não existia era um padrão em que essas ondas começam em maio, duram semanas e quebram recordes por 4 ou 5 graus

A nova guerra

A guerra contemporânea obriga a compreender como as tecnologias e procedimentos mudam o arsenal, mas também o comportamento das organizações e das pessoas – o modo como se movimentam, o que consideram aceitável, quando arriscam e quando recuam.

Como usar a IA para descentralizar

A IA pode permitir uma revolução ou pode ser só cosmética. Se for usada para centralizar ainda mais, então é dinheiro mal gasto em mais um sistema para acelerar o carrossel do mesmo centralismo.

O sprint necessário

Quanto mais o país produzir e gerir energia de forma limpa, mais se reduz a exposição a choques externos e à volatilidade dos mercados.

A conta que falta

Mesmo que a mobilidade automóvel global aumente 5%, as emissões de CO2 deverão diminuir 10%. É um paradoxo do qual a política raramente entrega o mérito: mais energia em circulação, menos carbono no fim do trajeto.

Lições com 100 anos

Ao assinalarmos o centenário do fim da 1.ª República, devemos refletir não apenas sobre o que falhou mas, sobretudo, sobre os ensinamentos que se mantêm relevantes.

Baile de máscaras na arbitragem

A arbitragem nunca teve tanta influência na estrutura hierárquica do futebol português. O problema é que, apesar do ‘toque a reunir’ e de todos os novos cargos, a qualidade não melhorou. E os próprios árbitros no ativo sabem-no bem.

On s’engage, et puis on voit

Ao sintonizar a CNN Portugal, tive uma estranha sensação de déjà vu ao ouvir o omnipresente e omnisciente Agostinho Costa explicar ao jornalista, tal como faz há quatro anos, que a Ucrânia está a perder a guerra. Pelo contrário, a Rússia está em apuros

As lições da crise

A transição energética para fontes renováveis, ao estar a ser impulsionada a nível global por questões de soberania e segurança económicas, sobrepõe-se às ideologias negacionistas e gera um incentivo novo e uma urgência que podem ser determinantes e vitais.

Foi assim…

A descolonização seria sempre complexa e dolorosa, mas nãoteria sido uma tragédia para quem regressou e para quem ficou, se não tivesse havido uma traição vergonhosa por quem, então, governou Portugal.

Fiat justitia

Para outros traficantes fica o precedente: não há necessidade de recorrerem ao branqueamento porque basta pedirem à mãe o acesso a um gavetão. Nos bairros, a tragédia perdurará.

Transparências

Compreendo que a ministra do Ambiente não goste do Edifício Transparente. Mas é uma avaliação estética, e não técnica. Já Pedro Duarte tem legitimidade para promover a demolição total ou parcial do edifício, pois terá defendido esta decisão em campanha