Rui Calafate

Dois vencedores no domingo

A verdade é que tudo vai mudar, não a partir de Belém, de onde não virão turbulências para o regime, mas a partir do Parlamento onde o combate será mais efetivo.

A cinco

A grande maioria desprezava as hipóteses de Cotrim de Figueiredo. Estavam fixos em Gouveia e Melo, Mendes, Ventura e Seguro, não compreendendo o valor intrínseco de um homem que vale muito mais do que a IL.

Na rua

Agora, entramos em período festivo, as famílias vão estar juntas e estou convicto que, para lá do bacalhau, em cima da mesa os temas de conversa vão ser futebol/arbitragens e o sentido de voto

Um debate é apenas um debate

Na semana passada ocorreram debates que na minha ótica correram mal a dois candidatos. João Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo, face a Luís Marques Mendes e António José Seguro, respetivamente.

O que tem Cotrim?

Por mérito único e exclusivamente seu, Cotrim de Figueiredo conseguiu que esta corrida para Janeiro de 2026 seja a cinco e pode mesmo passar à segunda volta.

A fonte de Belém

A verdade é que Gouveia e Melo aparenta ser o melhor anti-Marcelo, sem intrigas nem politiquices. Os adversários vão tentar enredá-lo nesse jogo, é o antídoto contra a imagem séria do almirante.

Belém em aberto

Desde 1986 que não tínhamos umas eleições presidenciais tão fascinantes. Está tudo em aberto.

O que falta a Ventura

Presidenciais são terreno para gladiadores e André Ventura veste a armadura de homem forte como tantos outros líderes da nova direita pelo mundo.

A marca do almirante

Gouveia e Melo é o contraste total com o professor. O silêncio será outra das características que quer impor, como corolário da sua marca anti-Marcelo.

A três

Para janeiro de 2026 coloco a decisão entre Gouveia e Melo, André Ventura e António José Seguro, porque Marques Mendes tem o seu eleitorado natural multiplamente fragmentado.