quarta-feira, 19 ago. 2026

Pedro Santos Guerreiro

Como reduzir pensões sem cortar pensões

Na próxima semana, vamos ouvir falar em reforma das pensões, o PS vai-se atirar ao ar e o Chega vai-se atirar ao chão. E o Governo, abre ou fecha esta gaveta?

Porque cresce o Chega, episódio n.º 276363

Luís Neves está a pendurar-se a si próprio, de pés para o ar, nos ganchos do matadouro de onde se aviam carnes para o talho político.

Quem não trabuca não educa

Fernando Alexandre sabe muito de Economia e de Educação, só não sabe nada de Gestão. Que vergonha de processo.

O preço da primeira posta da TAP

Privatização da TAP avança a passos largos, daqui a nada o dinheiro estará em cima da mesa. Mas há mais do que dinheiro nesta venda.

O exame do ministro

O ministro com melhor imprensa está agora na pior prensa, a de se tornar um atraso de vida para os alunos.

O problema de sermos muitos

O debate sobre imigração é em geral pouco adulto e baseado em medos, por reação ou instigação. O país tanto precisa de ‘mais pessoas’ como não está preparado para ‘tantas pessoas’.

Os bota-abaixo são sempre-em-pé 

Temos um Governo funcional num Parlamento disfuncional. A tese de que o Governo ia reformar à direita e aprovar OE à esquerda está agora dinamitada. 

Cabeças quentes em economias frias

Estamos pendentes das decisões de outros e dependentes das matérias-primas que não temos. Pela segunda vez em cinco anos, as economias europeias são varridas por um aumento de preços do petróleo e do gás natural.

Trabalhar para aquecer

A negociação do código do trabalho é ela própria uma acabada demonstração de baixa produtividade: dos agentes políticos e sociais envolvidos. Tanta hora de trabalho para produzir tão pouco?

Ventura quer reformar-se mais cedo

André Ventura nunca demonstrou querer estar do lado certo da razão, mas do lado forte da emoção; e nunca pareceu interessado na moral, mas no eleitoralismo. Propor reduzir a idade de reforma pode ter sido um erro raro nessa geometria de populismos.

Como perder tempo no faz de conta político

A longa negociação do Código do Trabalho não serviu para quase nada. A não ser para criar talvez o primeiro desaire do Presidente da República, que precisa de desentalar-se da difícil posição em que se colocou.

Mais lei e menos justiça

Está em curso um acerto de contas contra o Tribunal de Contas. O esvaziamento dos seus poderes não provocou aliás um só suspiro de alívio – provocou sim turbinados gritos de alívio de quem se vê desalgemado da vigilância para o que finalmente vai poder fazer.