segunda-feira, 11 mai. 2026

Pedro Santos Guerreiro

Ventura quer reformar-se mais cedo

André Ventura nunca demonstrou querer estar do lado certo da razão, mas do lado forte da emoção; e nunca pareceu interessado na moral, mas no eleitoralismo. Propor reduzir a idade de reforma pode ter sido um erro raro nessa geometria de populismos.

Como perder tempo no faz de conta político

A longa negociação do Código do Trabalho não serviu para quase nada. A não ser para criar talvez o primeiro desaire do Presidente da República, que precisa de desentalar-se da difícil posição em que se colocou.

Mais lei e menos justiça

Está em curso um acerto de contas contra o Tribunal de Contas. O esvaziamento dos seus poderes não provocou aliás um só suspiro de alívio – provocou sim turbinados gritos de alívio de quem se vê desalgemado da vigilância para o que finalmente vai poder fazer.

Uma civilização inteira

Há duas maneiras de olhar para Trump. Ou está doido varrido ou é tão inteligente que, iludindo-nos, porfia um objetivo final que os comuns dos mortais não entreveem.

Cada um por si

O grande projeto de paz que foi a CEE conseguiu criar a massa de uma moeda única mas não a argamassa política ou económica de um espaço comum.

Um Estado cheio de dinheiro

O problema maior não são as contas públicas que temos. São as políticas públicas que não temos

A todo o gás (natural)

A equipa de Montenegro anunciou congelamentos de impostos nos combustíveis, descontos adicionais para o gasóleo profissional e descidas no gás de bilha, mas não ligou pevide às empresas industriais.

Bombas nas bombas de gasolina

A melhor arma dos Estados Unidos são os seus mísseis. A melhor arma do Irão é o Estreito de Ormuz. Ninguém sabe quando é que a subida do petróleo vai parar. Nem aonde vai parar.

Vamos lá fora resolver isto?

Costa tinha um líder da oposição, Montenegro teve dois até aqui – e agora tem três. Passos Coelho incomoda muita gente.

Com Passos destes, quem precisa de inimigos?

Passos Coelho é não só o líder da oposição interna no PSD a Montenegro, como também líder prático da oposição externa

Montenegro precisa de vitaminas

Depois de três pancadas, Montenegro está desvitalizado. E como o Governo depende (demasiado) dele, é ele quem tem de dar choques para acordar os seus ministros – ou chicotadas para os afastar.

Bem-vinda, dívida

A calamidade provocada pelo mau tempo exige muito dinheiro em pouco tempo. Dinheiro para acudir, para socorrer, para remendar, reerguer.