quarta-feira, 19 ago. 2026

Nélson Mateus e Alice Vieira

Vamos de férias

Talvez seja esse o verdadeiro espírito das férias portuguesas. Descansamos, apanhamos sol, comemos bem, revemos a família, tiramos fotografias ao pôr do sol... e, pelo sim, pelo não, encontramos qualquer coisa para reclamar. Afinal, se tudo corresse na perfeição, de que falaríamos no regresso ao trabalho e o que publicávamos nas redes sociais?

O feiticeiro

O Luís Represas deixou-nos, prematuramente. Os mais novos ouvem música no telemóvel. Nós ouvíamos os Trovante e sentíamos que aquilo era uma experiência espiritual. Não havia Spotify, havia cassetes, discos, rádio e televisão.

Em Português Nos (Des)entendemos

Portugal é um país extraordinário. Há nações que se dividem por religião, política ou futebol. Nós elevámos a discussão a um patamar muito mais sofisticado: discutimos se é imperial ou fino, sapatilha ou ténis, cruzeta ou cabide. É por estas e por outras que nunca seremos conquistados.

Uma casa junto ao mar

Bonnie Tyler marcou uma geração inteira porque cantava emoções sem pedir licença. As canções eram enormes, exageradas, teatrais. Tudo tão diferente do que hoje se ouve. Hoje chamam-lhe power ballads. Na altura chamávamos-lhe simplesmente “aquela música que obriga a aumentar o volume até os vizinhos também sofrerem”.

Uma gota de água do rio

No dia seguinte recebi diversas mensagens de agradecimento deste grupo. Uma dizia: «Nuca imaginei ter os meus filhos, e os meus netos, a ligaram-me às 2 da manhã e a perguntarem: Não vens dormir a casa hoje?». Os Festivais são para Todos, Todos, Todos! Não é a idade que nos define.

Regresso aos 90’s

Lisboa deixou de ser apenas uma capital bonita e antiga; passou a mostrar que também podia ser moderna, inovadora e internacional. Vieram turistas, empresas, novos transportes e uma nova forma de pensar o espaço urbano.

Recordar velhos tempos

Os escritores portugueses continuam a praticar uma forma muito peculiar de assalto à carteira. Não usam máscaras nem armas. Usam apenas boas frases e bons temas que transformam em livros maravilhosos.

Casos de Polícia

Os livros são uma espécie de investigação permanente. Procuram pistas sobre quem fomos, quem somos e quem gostaríamos de ser. E, ao contrário dos processos-crime, raramente prescrevem.

Entre Poetas Imortais, Santos e Sardinhas 

Assim é junho, em Lisboa. De um lado, Santo António a tentar casar metade da população. Do outro, Camões a lembrar que a língua portuguesa é uma das maiores aventuras da nossa história. Pelo meio, sardinhas, marchas, manjericos, música até às três da manhã… e muito mais.

Ensinar as crianças a serem crianças

Nós aprendíamos a ser crianças na rua. Hoje aprendem agarrados a um telemóvel. Nós tínhamos “tempo de antena”. Eles têm “tempo de ecrã”.

Fonte de conhecimento

Um homem com uma caneta tem mais poder do que um homem com uma faca?! Resume perfeitamente a vida do escritor. As ideias e a literatura resistem ao tempo, enquanto a violência física é limitada. 

Rua Sésamo

Atualmente os miúdos têm tablets, inteligência artificial, redes sociais… Nós tínhamos um monstro azul viciado em bolachas.