segunda-feira, 09 mar. 2026

Miguel Faria Ferreira

Béla Tarr. A duração do mundo antes do escuro

1955-2026  O cineasta húngaro não esperou pela morte para mergulhar no silêncio do fim de tudo

“Laguna”, de Sharunas Bartas (2025): “Estou a dar a volta ao sol”

Estão lançadas as bases para um filme muito fino.

“Três Irmãos”, de Teresa Villaverde (1994): Afinal a morte não ri

Este filme é uma experiência. Os rostos dançam enquanto choram e misturam-se uns nos outros; a música e o barulho das coisas (dos helicópteros, dos comboios, dos autocarros) pontuam os passos da dança; a sucessão de planos fragmenta-os, deslocalizando-os no tempo e no espaço, e dimensionando os adultos com as suas dúvidas de criança.

“Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson: The revolution will not be televised

Não é difícil compreender de onde vem o sucesso crítico, ou a unanimidade em seu redor: cada vez mais, a crítica premeia o virtuosismo, e a maioria dos realizadores americanos – isso ninguém lhes tira – foram à escola.

Wang Bing. O fim absoluto do mundo

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Uma tragédia chamada Síria

LEFFEST: Como os brutos mataram os símbolos ("O Brutalista" de Brady Corbet)

Como muitos destes novos filmes sobre gente grandiosa, que são meros exercícios barrocos de grandiloquência, "O Brutalista" é limpo, tal qual um bloco de mármore de Carrara.

Mestres Japoneses Desconhecidos II. O Japão ao abandono

É importante cartografar o Japão por via do cinema, e localizar as pequenas vilas? Os programadores do ciclo “Mestres Japoneses Desconhecidos” acreditam que sim.

Beirute e as estátuas de sal

Sucessivamente traída pelos seus governantes e pelas suas elites, a capital do Líbano é um fantasma do que foi ou daquilo que não chegou a ser. Os traidores sabem disso, e veem Beirute como um grande negócio. 

Apontamentos da Jordânia: as coisas e os nomes

Um país, três lugares: da capital a Madaba, passando pela histórica e arqueológica cidade de Petra.