Mário Ramires

Sem apelo nem agravo

As ‘polémicas instaladas’ e o anúncio aprazado e encapotado da saída do presidente do TC em exercício revelam uma total e coletiva falta de sentido de Estado.

Um ministro pão pão, queijo queijo

Num país mais do que precisado de reformas (Passos e Cavaco dizem-no com razão), há um ministro que, sem grandes sobressaltos, vai levando a água ao seu moinho.

Declarar já guerra aos fogos

Se homem prevenido vale por dois e quem vai ao mar avia-se em terra, por que esperar pelo país começar a arder? Há que dar corda aos sapatos e partir para o combate quanto antes.

Qual bazuca, qual carapuça

Como os mais realistas anteciparam, a famosa ‘bazuca’ do PRR vai acabar em pólvora seca. Milhares de milhões de fundos perdidos e mais uma oportunidade desperdiçada.

Quando até os juízes são boys...

Passaram três semanas e ainda não há novo diretor da PJ. Como Maria Lúcia Amaral deixou de ser MAI antes de ter sucessor na Provedoria, de onde saiu há quase um ano.

Carneiro sem rebanho

José Luís Carneiro vai a diretas no PS neste final de semana. Será reeleito mas com o partido pouco mobilizado. Afinal, são muito poucos os carneiristas num país de carneiradas.

Será que o diabo, afinal, vem aí?

Além da guerra e da falta de reformas, há outros sinais muito preocupantes para o futuro próximo: o desaproveitamento do PRR e o esvaziamento dos cofres do Estado.

Regiões não, obrigado!

A regionalização não é solução para nada. António Costa já a fez, de forma encapotada. O que faz falta é maior ligação do poder central ao país real... e aos municípios.

Só mais uma oportunidade

Pedro Santana Lopes tem toda a razão: ‘As adversidades têm que proporcionar oportunidades para construir um tempo novo, um futuro novo’. Um país menos pobre.

Obrigado a governar

Ventura teve na 2.ª volta menos votos do que Seguro na 1.ª. E isso desanimou-o e às suas hostes numa noite em que, verdadeiramente, todos saíram a ganhar. Até o país

Uma enxurrada de asneiras

Maria Lúcia Amaral tem com certeza muitos méritos, mas não faz a mínima ideia do papel que cabe à ministra da Administração Interna numa situação de crise como esta.

Voto democrático é de braço no ar?

A novidade da 2.ª volta destas presidenciais é a reinvenção de conceitos: de repente, o voto democrático deixou de ser secreto e há demasiada gente a arrogar-se o direito de ser dono do voto dos outros