quarta-feira, 20 mai. 2026

Luís Gonçalves

Consumo é o motor do pós-troika

É um regresso ao passado. O consumo privado vai ser o principal motor da economia este ano depois de os portugueses terem regressado às lojas para comprar electrodomésticos, telemóveis e automóveis. O consumo está a substituir as exportações, que foram o grande suporte da economia nos últimos três anos, mas estão a ser anuladas pelo aumento das importações.

Governo leva estratégia e saída da troika ao Eurogrupo

Não é em Lisboa, mas sim em Atenas que arranca provavelmente mês mais decisivo do ano para Portugal. É na capital grega e epicentro da crise do euro, que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, dá o tiro de partida num Abril carregado de eventos.

Pós-troika: Portugal será o 2.º pior aluno do euro

O pós-troika promete ser duro para as famílias portuguesas e para a economia, cuja distância para a Europa vai continuar a alargar-se nos próximos anos. Segundo um índice compilado pela agência Bloomberg, que agregou alguns dos principais indicadores da 'saúde económica' de um Estado - crescimento da economia, rendimento per capita, desigualdade na distribuição da riqueza e desemprego -, Portugal deverá ter a segunda pior prestação entre os 18 países da Zona Euro nos próximos cinco anos.

Euro penaliza exportações

O euro voltou a valorizar e atingiu na semana passada um máximo de Outubro de 2011, estando prestes a ultrapassar a barreira de 1,40 dólares. A recuperação da economia europeia, a manutenção dos estímulos económicos nos EUA e novos dados de desaceleração em regiões como a China e Japão estão a fortalecer o euro face às principais divisas concorrentes, penalizando as exportações da região.

Dívida já foi reestruturada 5 vezes desde 2011

Durante o resgate, a dívida pública nacional foi renegociada três vezes com a troika e outras duas com privados. Analistas admitem um novo prolongamento de prazos, mas não acreditam num perdão de dívida.

Troika ignorou impacto social e económico

O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta quinta-feira as conclusões do relatório sobre a actuação da troika, salientando que, apesar de as intervenções externas terem evitado a bancarrota de Portugal, Grécia ou Irlanda, a actuação dos credores foi pautada por métodos de trabalho desadequados, falta de transparência, legitimidade democrática e responsabilização.

Opções de saída do resgate

A Europa já quase garantiu a 'saída limpa' de Portugal, mas em Bruxelas surgem alertas para uma “tentação” que poderá sair cara ao país. O cautelar garante que as reformas são feitas e alivia o financiamento, diz instituto presidido por Jean-Claude Trichet.

Resgate: O preço da saída limpa

A dois meses do fim do programa de assistência financeira, parece cada vez mais provável que Portugal vai ter uma saída limpa e que a decisão será política. Portugal quer, Alemanha apoia e Bruxelas assina por baixo.

Troika obriga a manter opção do cautelar

A troika quer que o Governo mantenha o programa cautelar na agenda e não concentre os esforços numa saída ‘limpa’. Os credores externos estão a pressionar o executivo de Pedro Passos Coelho a garantir “condições de segurança” na saída do programa de assistência e evitar surpresas após o fim do resgate, apurou o SOL junto de fontes próximas das negociações.

Receitas da Banca afundam 25% em 2013

O ano horribilis da banca portuguesa em 2013 não se deveu só à desvalorização de activos, às provisões para crédito em incumprimento ou aos elevados custos de financiamento. A queda abrupta de receitas e a incapacidade de cortar os custos de funcionamento foram dois factores determinantes para o aumento de 63% dos prejuízos globais dos cinco maiores bancos nacionais.

FMI e UE não se entendem sobre Portugal

“Eles não se entendem, passam a vida a discutir”. Este era o desabafo ao SOL de um membro da equipa que acompanhava a troika em Portugal ainda o programa ia na sua segunda avaliação, em 2011. Mas se as divergências entre o FMI e a Comissão Europeia na condução do resgate existem desde o primeiro dia, a opinião sobre os resultados do programa na economia eram praticamente consensuais. Até agora.

Itália: O gigante com pés de periférico

“Itália é o exemplo perfeito de um estado que, em apenas duas décadas, se afundou de país industrial e próspero para um deserto económico com tiques de terceiro mundo, má gestão demográfica, colapso cultural e um caos político e constitucional”. A descrição do economista italiano Roberto Orsi, num estudo feito para a London School of Economics, é um espelho da evolução daquela que é a terceira maior economia europeia, a oitava mundial e a segunda maior potência industrial do Velho Continente, a seguir à Alemanha.