José António Saraiva

Não é uma despedida

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Um fraco rei faz fraca a forte gente

Terá sido D. João VI um génio, que enganou Napoleão, como alguns o apresentaram? Nada disso. Era um homem sem vontade própria, falho de energia, que navegou sempre ao sabor das circunstâncias, e contra o qual conspiraram a mulher e os dois filhos varões.

Entre um homem normal e um D. Sebastião

O Presidente da República não pode limitar-se a ser um ‘homem normal’, nem um simples facilitador de contactos entre os partidos. Sem ser um D. Sebastião, pode ajudar a potenciar Portugal, a dar-lhe objetivos, a definir desígnios capazes de mobilizar os portugueses.

A nossa relação com o real

Os meninos e as meninas, que antes faziam camionetas com latas de sardinha e bonecas de trapos, deixaram de construir os seus brinquedos e já quase não brincam com eles: entretêm-se apenas com os videojogos, onde tudo é imaterial. A relação do ser humano com a matéria está a perder-se.

O PS balcanizado?

A necessidade de controlar a imigração vai impor-se por si, e a candidatura de António Vitorino não terá em António José Seguro uma alternativa com potencial bastante para mobilizar muitos dirigentes e militantes socialistas. 

O FC Porto tem de se refundar

Depois de mais de 40 anos em que Pinto da Costa montou uma formidável máquina sob determinadas bases, o FC Porto tem de ser refundado. Tudo tem de mudar no clube, desde o topo à base. Querer mudar apenas a cabeça será uma enorme ilusão que só adiará o problema.

A imigração escalda

O primeiro-ministro, o secretário-geral do PS, o diretor da PJ, todos falaram sobre imigração e provocaram controvérsia. Um assunto até há pouco tabu tornou-se o tema central do debate político.

O mundo na encruzilhada

O planeta está há algum tempo numa encruzilhada. Há como que uma expectativa, que já tem alguns anos, de que alguma coisa de verdadeiramente importante aconteça. Trump e Musk são a resposta a esse sentimento. Existe a convicção de que, juntos, serão capazes de mudar o mundo. Mas para onde?

O candidato do PS

O mundo através do telemóvel

As pessoas vão-se adaptando ao telemóvel. Às suas facilidades, às suas exigências, aos seus caprichos. Há muita gente que, sem se aperceber, deixou de olhar à sua volta – e vê o mundo através do ecrã do telemóvel. Para alguns, é a única realidade que existe.

A democracia ameaçada

Se a América dispõe de um sistema político, de uma energia, de um poderio económico, de um dinamismo que lhe permitem fazer frente à China, embora perdendo terreno, a Europa não mostra capacidade para fazer frente à Rússia.

Uma Europa do Atlântico aos urais?

A Rússia não estava nada interessada em ser parte da Europa. Queria manter-se de mãos livres, como uma potência imperialista. A invasão da Ucrânia foi uma boa prova disso.