segunda-feira, 14 set. 2026

João Annes

A confiança como infraestructura

E se a confiança já não pode ser percecionada, terá, então, de ser demonstrada e migrar da reputação para a prova, com identidades verificadas, acessos registados e proveniência documentada.

Ceuta e a hora das decisões soberanas da Europa

A Espanha semeou ventos e colheu uma tempestade que não se vai esgotar neste episódio. Num espaço de livre circulação, não existem políticas migratórias meramente internas.

Nasceu o Amália – Um instrumento digital de resiliência cognitiva democrática em tempos de guerra híbrida

Porque defender a mente democrática começa por recusar pensar como as autocracias.

Madeira sabe o que quer da geopolítica. Que fará Lisboa?

Sinto orgulho no meu país quando vejo um parlamento regional a ‘falar’ a linguagem da geopolítica com uma maturidade que desafia algum centralismo superficial que persiste em tratar a Madeira como uma periferia com problemas de coesão, e não como o ativo estratégico atlântico que de facto é.

Defesa Nacional: a soberania não se improvisa

Um primeiro passo na direção certa é concluir urgentemente a revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional, atualizando-o face às principais alterações de contexto das ameaças e das transformações na forma de fazer a guerra.

A União Europeia Vs. o Governo húngaro ao serviço de Moscovo

O Governo húngaro tem funcionado, de forma sistemática, como extensão dos interesses russos no interior das instituições europeias.

Portugal, Irão e o Realismo baseado em valores

Num mundo tripolar, em transição para uma ordem multipolar instável, Estados de dimensão média como Portugal só são relevantes se souberem articular valores, interesses e uma estratégia de política externa consistente.

Plano de ação da Estratégia Digital Nacional: Agora Falemos do Cidadão

O Plano de ação da Estratégia Digital Nacional tem a ambição certa. Agora precisa da humanidade certa

Na Venezuela ‘os fortes fazem o que podem, os fracos sofrem o que devem’

A lição geopolítica a aprender é que a justiça e o direito internacional só contam quando há equilíbrio de poder e quando esse equilíbrio não existe manda a força.

Há déficit da Liderança na União Europeia?

Os desafios securitários atuais exigem coragem moral para evitar que a construção do sonho europeu se torne uma miragem

Faz aos outros aquilo que os outros te fizerem

A Europa precisa de abandonar a postura exclusivamente defensiva e desenvolver uma estratégia híbrida própria, capaz de enfrentar ameaças assimétricas sem perder os valores democráticos.