Helena Ferro Gouveia

Lições de Budapeste

Apesar de ser um animal político intuitivo, Viktor Orbán deparou-se com os limites do sistema autocrático, formulados no século XIX pelo britânico Lord Acton: ‘O poder tende a corromper, o poder absoluto a corromper absolutamente’. 

Quero levar-te à lua hoje

A Europa vive um prolongado ‘momento Sputnik’ que se iniciou com a anexação ilegal da Crimeia e culminou a 24 de fevereiro de 2022 com a invasão da Ucrânia e ao qual ainda não reagiu.

Pedro, o católico (quando dá jeito)

A conversão de Sanchéz ao catolicismo no domingo de ramos e a sua súbita e inesperada preocupação com a ‘liberdade religiosa’ é de uma ironia que faz corar os santos de pedra da catedral de Almudena.

O risco do islamismo capturar o movimento curdo

A ascensão do Hüda Par poderá anunciar uma reestruturação mais ampla do panorama político curdo e turco à medida que se aproximam as eleições de 2027.

Na mira do terrorismo islâmico

Há décadas que o Governo iraniano trava uma guerra secreta, muitas vezes implacável, contra os seus adversários, principalmente os Estados Unidos e Israel.

A revolução que comeu os seus pais

Não há dúvidas de que a operação militar lançada pelos EUA em conjunto com Israel não obedece, em primeiro lugar, a um reflexo de generosidade humanitária, mas é Realpolitik pura e dura.

Berlim: entre a militarização incontornável e velhos receios

Se por um lado Berlim precisa reforçar o seu poder – o continente está ameaçado e nenhum outro governo europeu dispõe da mesma capacidade financeira – por outro deve reconhecer os riscos da militarização.

As palavras que ferem precedem os golpes que matam

Após o linchamento do jovem nacionalista de 23 anos Quentin Deranque, levantaram-se vozes para denunciar o tom violento, odioso e antissemita, de muitos discursos do partido La France Insoumise. 

Interesses, my dear, interesses

A Europa não pode dar-se ao luxo nem de ser pessimista, nem de ser a única região do globo a reger-se apenas por princípios nas relações externas, deve incluir nelas uma boa dose de interesses próprios.