Fernando Matos Rodrigues

A escória branca e a retórica política

A dualidade entre as classes cultas e economicamente elevadas e a escória branca, precária e excluída, nunca foi uma evidência que fosse capaz de polarizar classes com e sem estatuto, nem teve nas últimas décadas representação radical nos partidos de referência governativa ou parlamentar.

Arouca em papel de parede…

Fizeram-nos acreditar que o mundo seria uma disneylandia ao serviço dos prazeres do consumo e dos voyeurismos hedonistas. Já não somos filhos dos trinta anos gloriosos, nem os bastardos desta conspiração neocapitalista/globalista que nos querem impor como único modo de vida: o empobrecimento como condição natural.

Baião: do empobrecimento local à exaltação turística

São as mesmas iniciativas, as mesmas ideias, os mesmos actores e a mesma retórica do verde sustentável, da arte na eira, do assombramento nos antigos mosteiros, das mil e uma noites no rio, da celebração histórica, da noite mágica nos dolmens.

Viver aqui…

O mundo social parece mais estreito e mais nosso, mas objectivamente ele continua distante, cinzento, silencioso e indiferente ao nosso viver. Os media, as plataformas digitais com as suas redes patrocinam essa ilusão e essa ficção de vida globalizada e comum.

O prometido é devido…

O resultado está aí. As esquerdas foram severamente derrotadas. E agora, Mariana?  E agora, Raimundo?

Aqui há pouco Porto!

Que relação existe entre produção e valorização da imagem e o respectivo nome do candidato?

Era a casa mais bonita da aldeia…

A destruição do lugar, dos campos, dos bosques (carvalhos, castanheiros, sobreiros, vidoeiros), dos quintais, dos animais, das hortas, das vinhas, casas e alpendres é sem dúvida um acontecimento de grande violência psíquica porque coloca-nos perante a perda irreparável do tempo vivido.

O Barraco é a Arquitetura dos Pobres

A destruição das casas-barraco, num amontoado de memórias, de objectos das famílias, de bens privados coloca esta comunidade num lugar de “nada”, de não pertencer a nada, remete para um sentimento de perda de habitar.

Cerrar os dentes...

Nos governos da nossa República reina o homo oeconomicus, que do alto do seu altar, governa e define programas e políticas ao serviço das grandes corporações financeiras globalizadas.

Algo vai mal…

a polémica em torno da falta de transparência da vida profissional do actual primeiro ministro de Portugal, só vem lançar a ideia que estamos perante uma crise sistémica da vida democrática. O que não é verdade.

Salvar as casas operárias do Bairro da Lomba

O bairro é de certo modo construção coletiva na medida foram, em grande parte, os moradores inquilinos/as que melhoraram e qualificaram o seu habitat, propiciando um forte sentimento de comunidade. 

Habitação em Portugal - Mais regulação, menos liberalização!

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