Eduardo Baptista Correia

Por que falha a nação Portugal?

Portugal ainda está muito longe de possuir instituições extrativas semelhantes às existentes em muitos países em desenvolvimento.

Antes da pocilga

Gosto de uma imagem simples. As cadeiras do poder são inevitavelmente sedutoras. Conferem estatuto, influência e capacidade de decidir. Mas uma cadeira nunca dignifica quem nela se senta. É o ocupante que dignifica a cadeira.

Reforma na Reforma

A prosperidade constrói-se quando quem investe e quem trabalha se sentam do mesmo lado da mesa. Essa é a reforma laboral que falta fazer.

Lisboa precisa, apenas, de boa gestão

As melhores cidades do mundo já perceberam que a qualidade de vida resulta menos de grandes obras e mais da excelência na gestão diária. Ruas limpas. Mobilidade eficiente. Espaço público cuidado. Segurança. Civismo. Tecnologia ao serviço das pessoas.

Os portugueses estão fartos de eleições?

Portugal tem condições extraordinárias. Segurança. Qualidade de vida. Geografia privilegiada. Talento humano muito acima da média da nossa dimensão. O país não está condenado. Está apenas cronicamente mal-organizado. 

Ilusões e deslumbres de um primeiro-ministro

O povo português não precisa de fantasias políticas nem de comparações absurdas para acreditar no seu país. Precisa de líderes capazes de reconhecer limitações, identificar oportunidades e mobilizar a sociedade em torno de um projeto nacional credível.

Transparência no financiamento partidário: uma exigência democrática adiada

Os partidos políticos são instituições centrais da democracia representativa e, como tal, devem estar sujeitos a um nível elevado de escrutínio público . A transparência no seu financiamento é um pilar essencial de uma democracia madura.

Se não resolvermos... Quem resolve?

O mais inquietante não é a existência de divergências ideológicas – essas são naturais e até desejáveis numa democracia viva. O problema reside na incapacidade transversal de romper com modelos que já provaram não funcionar.

Burocracia ou Burrocracia política 

Quando o acesso ao Estado é visto como um prémio político ou uma extensão de carreiras partidárias, a prioridade deixa de ser a eficiência e passa a ser a preservação de posições. 

Montenegro não serve, mas… serve-se

O primeiro-ministro utilizou pareceres produzidos pelos serviços jurídicos do Estado para fundamentar um recurso no TC relativo a um assunto pessoal: a divulgação dos clientes da empresa que fundou e que, entretanto, passou para os filhos.

Diplomacia sem pés... nem Lisboa...

A diplomacia, como a economia, também obedece a uma lógica meritocrática.

O Estado que confunde controlo com governação

O país está excessivamente dependente de Lisboa em decisões elementares.