quarta-feira, 19 ago. 2026

Diogo Vaz Pinto

Contra o ensino das inanidades 

1952-2026. Virado para o lucro, esta professora mostrou como o mau ensino se torna criminoso

Patrícia Portela. A perspetiva dos mortos

Enfim, surge entre nós um romance. "Hoje, 3 de Maio" é das obras mais espinhosas e incitantes que vêm sendo publicadas por cá, num esforço de medir as tensões e a necrose temporal em que estamos absorvidos. Um híbrido de géneros, entre a crónica e a peça processual, linhas várias de correspondência cruzadas, num cerco dramatúrgico à pintura de Goya que fez estremecer as categorias de representação e exprimiu a brutalidade com que até ali, ao fixar a História, uma mão lavava a outra.

Sam Neil: um ator que impunha resistência

1947-2026. Fez grandes papéis no cinema e na televisão mas a celebridade nunca o importunou.

Bertrand Grébaut. Enfrentar a morte de estômago vazio

1981-2026 Chef francês foi obrigado a deixar a sua paixão depois do diagnóstico de cancro

Camila Sosa Villada: 'Não perceber o que o sexo tem de político é não perceber o principal'

Teve uma infância, adolescência e juventude sofridas. Assumiu-se como travesti e prostituiu-se para sobreviver e pagar as contas. Hoje é uma estrela. ‘Tiro prazer da frivolidade, sapatos caríssimos, perfumes… caviar, lagosta, viagens em primeira classe’. E diz que já não saberia viver de outra maneira.

Alexei Bueno. Poeta dos poetas, fez da morte uma vírgula

1963-2026. Bueno defendia que a grande unidade de uma literatura é a língua, não a nação.

Alan Greenspan. O grande ‘Maestro’ de uma derrocada sem fim 

1926-2026. Sumo pontífice dos mercados, assumiu que não sabia o que fazia.

Carlo Ginzburg: sofrer a História na própria carne

Ginzburg cortou de vez com viés aristocrático da História.

Rir e chorar contra todo o decoro

1969-2026. Carregou o Irão intimamente no exílio, numa gravidez sem fim nem redenção

Edgar Morin. Aproveitar o erro, ligar-se à resistência

1921-2026. Foi na Resistência que Morin fez a escola e sempre lhe foi fiel.

Durs Grünbein. Um olhar sem pálpebras

Reclamando-se «uma força do passado», na senda de Pasolini, chega-nos uma obra crucial no percurso do último poeta alemão com expressão internacional. Nascido em Dresden, em 1962, Grünbein personificou a reunificação alemã, e nos seus poemas «o leitor sente que está a testemunhar uma revelação arqueológica, mas que parece vinda de um futuro distante».

Ben Morea: Artista e xamã da contracultura

Cruzando arte e revolta, Morea foi o mentor de uma forma de dadaísmo armado.