Catarina Santos Cunha

Podem as romarias ser o elo de identidade e pertença que há muito procuramos?

Com as festas populares, ressurge a procura pelos lenços de Viana, as camisolas bordadas, a cerâmica tradicional, os cestos de vime, a filigrana. Símbolos culturais, que voltam a entrar no circuito do consumo e da moda, sobretudo impulsionado pelas gerações mais novas.

E se o calor nos devolvesse as cidades?

É tudo o que acontece à volta do rio: famílias, cafés, concertos, ciclistas, corredores e milhares de pessoas a ocupar novamente o espaço público nas noites de verão.

Já se juntou a um run club? Deveria. E não, este não é um artigo sobre corrida

Estas comunidades atraem pessoas, fortalecem identidades e ajudam a construir a imagem do território. Ignorá-las é desperdiçar uma energia que já está a transformar o espaço urbano.

A lição de Basileia

Cinquenta e seis anos depois, percebe-se que o verdadeiro legado da Art Basel vai muito além do mercado da arte.

A arte como destino

Em Portugal, a arte não figura, nem é figurativa. Não existe um claro posicionamento na arte que queremos promover.

Não choremos mais sobre o vinho derramado  

Traçam-se novos caminhos para o vinho português, mas todos eles exigem de um setor conservador, que se reinvente e se adapte. Que flexibilize e se dispa das suas próprias amarras e narrativas fechadas e se reencontre com o consumidor à mesa.

Portugal está preso na chegada

Portugal ainda vai a tempo. Mas o país precisa urgentemente de uma coisa rara na nossa cultura política: capacidade de decisão rápida, coordenação real e liderança executiva.

O Velho Continente tem um novo mundo à sua frente?

O Dia da Europa assinala-se num momento em que o velho continente parece viver uma inesperada renovação. Nas novas alianças, abrem-se caminhos e oportunidades para redirecionar as velas a favor de ventos mais favoráveis. Mas que novas rotas se desenham para o futuro europeu?

Bottom-up: nas cidades do futuro, a unidade é quem mais ordena

25 de Abril de 1974, o povo saiu às ruas e ordenou um novo regime político no país. Hoje, a revolução também acontece nas ruas, liderada por pessoas e movimentos que reconfiguram a forma de pensar e viver as cidades. As comunidades estão na rua. E são elas que mais ordenam

Governar não é escolher um lado

Durante demasiado tempo, aceitámos uma visão ingénua da atração de investimento. Como se bastasse criar condições para que o capital entrasse, sem pensar no que acontece quando ele sai. E isso tem custos. Custos reais. Territórios fragilizados. Emprego instável. Economias locais expostas a decisões externas.

Tática do quadrado

Como é que os governos se prepararam “para o impensável”, nas palavras da líder do FMI, Kristalina Georgieva? Cada país enfrenta hoje o seu próprio campo de batalha e, perante um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível, vencerá quem agir primeiro e melhor.

O valor do lugar

Durante décadas acreditámos que o luxo era uma questão de objetos. Coisas raras, caras, difíceis de produzir ou de adquirir. O luxo estava na vitrine, na etiqueta ou no preço.