segunda-feira, 18 mai. 2026

Catarina Santos Cunha

O Velho Continente tem um novo mundo à sua frente?

O Dia da Europa assinala-se num momento em que o velho continente parece viver uma inesperada renovação. Nas novas alianças, abrem-se caminhos e oportunidades para redirecionar as velas a favor de ventos mais favoráveis. Mas que novas rotas se desenham para o futuro europeu?

Bottom-up: nas cidades do futuro, a unidade é quem mais ordena

25 de Abril de 1974, o povo saiu às ruas e ordenou um novo regime político no país. Hoje, a revolução também acontece nas ruas, liderada por pessoas e movimentos que reconfiguram a forma de pensar e viver as cidades. As comunidades estão na rua. E são elas que mais ordenam

Governar não é escolher um lado

Durante demasiado tempo, aceitámos uma visão ingénua da atração de investimento. Como se bastasse criar condições para que o capital entrasse, sem pensar no que acontece quando ele sai. E isso tem custos. Custos reais. Territórios fragilizados. Emprego instável. Economias locais expostas a decisões externas.

Tática do quadrado

Como é que os governos se prepararam “para o impensável”, nas palavras da líder do FMI, Kristalina Georgieva? Cada país enfrenta hoje o seu próprio campo de batalha e, perante um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível, vencerá quem agir primeiro e melhor.

O valor do lugar

Durante décadas acreditámos que o luxo era uma questão de objetos. Coisas raras, caras, difíceis de produzir ou de adquirir. O luxo estava na vitrine, na etiqueta ou no preço.

Porto, regresso ao futuro: cidade eterna em terreno fértil

Se queremos um futuro vibrante, precisamos de atrair jovens não apenas como visitantes, mas como residentes, criadores e pensadores. Precisamos de lhes dar espaço, risco e oportunidade. O Porto sempre foi inconformado, e foi essa energia que o tornou resiliente e inovador.

O poder mudou de palco

O momento mais político dos últimos tempos não aconteceu na Sala Oval (mas também), nem no Palácio de Belém (como deveria). Aconteceu num palco, num intervalo de um evento desportivo, ao longo de um espetáculo musical.

Entre blocos e pontes: o lugar de Portugal à mesa da nova ordem mundial

De todas as incertezas que nos rodeiam, resta uma certeza: que o multilateralismo se vai construir com negociações permanentes, jogos diplomáticos intensos e nem sempre transparentes e de muita imprevisibilidade.

Disciplina, rigor e capacidade de decisão num tempo em que liderar voltou a ser difícil

Gouveia e Melo distingue-se por uma combinação rara na política portuguesa: perfil técnico sólido, liderança em contexto de crise e comunicação direta. Não veio da política partidária, mas do serviço ao Estado. Não foi treinado para agradar, mas para cumprir. E isso causa desconforto a quem se habituou a confundir consenso com inação.

O Norte como região produtiva: a CCDR como embrião de um verdadeiro governo regional

Mais do que gerir fundos, a CCDR-Norte pode liderar a afirmação industrial, económica e estratégica da região

Da disrupção à continuidade: porque é que as associações precisam de se renovar

O verdadeiro sinal de maturidade institucional está na capacidade de preparar quem vem a seguir

Portugal não precisa ser amado em discurso, mas em ação

A política precisa de reencontrar este olhar. Um olhar que não nasce do otimismo ingénuo, mas do reconhecimento e valorização do que somos capazes de fazer