sexta-feira, 05 jun. 2026

Carlos Gouveia Martins

Um país que desconfia de quem cria riqueza acaba por distribuir pobreza

O que me preocupa, quando olho para Portugal com alguma distância crítica, não é a falta de talento. O talento existe, em quantidade, em qualidade, em Portugal e na diáspora que teimamos em não conseguir reter. O que nos falta é a confiança colectiva de que vale a pena construir aqui.

PSD, PS e Chega na onda da democracia da conveniência

Há momentos em que a política portuguesa revela, com uma clareza quase cruel, aquilo que é e aquilo que finge ser. Vivemos um desses momentos na nossa história. E convém olhar para este momento particular sem o conforto das narrativas feitas, sem a preguiça do comentário fácil e sem a amnésia seletiva que tantas vezes contamina o debate público nacional.

Portugal tem uma Agenda Nacional de Inteligência Artificial. E desta vez não podemos falhar

Já tivemos boas estratégias. Já escrevemos bons documentos. E falhámos na execução. É aí que Portugal continua a falhar. E quem pagou a conta foi sempre o mesmo, foi o médico de família que não existe, o jovem que não encontra casa, a família que levanta a persiana às seis da manhã e reza para que o sistema não falhe hoje. A ANIA não pode ter esse destino. Não desta vez.

Quando até a corrida presidencial mergulha no lodo

O ano de 2026, que agora começa, pode ser uma oportunidade para recuperar uma certa dignidade perdida. Menos ruído e mais substância. Menos teatro e mais responsabilidade

Habitação e clima, um olhar que começa em Portimão e atravessa o país

Não temos uma crise da habitação de um lado e uma climática do outro. Enfrentamos uma só crise com duas frentes. Tratá-las como mundos separados é perpetuar o erro que nos trouxe aqui.

O espaço dos moderados contra a nova  moda da “incivilidade”

Temos de defender que apesar de qualquer algoritmo, valerá sempre a pena debater ideias, apresentar soluções e primar pela cultura e conhecimento

Um novo contrato entre gerações, a pensar na política do dia depois.

A nível nacional, há iniciativas fiscais para travar a emigração, como as propostas de isenção de IRS para jovens. Sabemos disso. Porém, os próprios jovens dizem que o problema vai muito além dos impostos – envolve salários dignos e reconhecimento profissional.