terça-feira, 12 mai. 2026

António Carlos Cortez

O livro num país que não lê

É neste ponto que estamos em 2026: num país que não tem memória. Nem do que custou a liberdade, nem do facto óbvio que a liberdade e democracia exigem livros, literatura, História, compreensão filosófica do mundo, da vida social…

De boas intenções… Nós e Saramago

Sobre a natureza facultativa de se lecionar ou não José Saramago no 12.º ano, em que momento foram ouvidos os professores de Português? Quem defende que os seus romances passem a ser opcionais? E porquê?

A Condição Humana depois da Condição Humana

O ópio do povo é agora o ecrã do estilhaçamento do eu: o sujeito tecnológico em exposição permanente e em permanente estado de excitação.

Camilo Pessanha: A vida nasce para ser livro

Poeta da desistência, do afogamento e do naufrágio, Camilo Pessanha é um daqueles casos raros a quem foi dado o condão de escrever um só livro e com esse livro ficar inscrito na história de uma literatura. A que se deve esse sortilégio?

A necessidade das elites intelectuais: Edgar Morin & Maria Alzira Seixo

Perante a pornográfica forma de Trump e de outros fazerem política (Ventura está nesse naipe), lembro Maria Alzira Seixo: ‘é toda uma pedagogia da vida que é preciso repensar’.

Em tempo de guerra(s): Eros e Thanatos

É a morte a energia do trumpismo. Não há outra força a guiar a sede expansionista dos dirigentes americanos

Lembrar António Sérgio e a decadência portuguesa

Olhando para a subserviência dos nossos governantes para com políticas de guerra e de miséria geradas pela classe tecnocrata que manda e desmanda, é ainda a António Sérgio que teríamos também de recuar para interpretar, com crueza e rigor, a nossa decadência

O mundo uniforme ou Stefan Zweig nosso contemporáneo

Reféns da monotonia que tudo uniformiza, os ocidentais de hoje são os ocidentais de ontem, assim parece. Seremos?

José Cardoso Pires. Cem anos a escrever como quem caça

Cem anos depois do seu nascimento, continua a ser o desmistificador, o implacável investigador do nosso passado-sempre-presente a necessitar de esconjuração, de exorcismo - tantos são os vampiros e os crimes cometidos.

Cerca de muros quem te sonhas

Neste tempo em que a guerra de Trump e de Putin e dos mandarins do mundo parece ser o horizonte que nos espera, recuperemos lições clássicas, antigas, humanas, vindas da lucidez.

Viver sem tempo

Viver sem tempo… A política transformada num show permanente de mentiras. O jornalismo transformado em propaganda e doutrinação.

Feira do Livro do Porto: livros, conversas e um amigo

Nem trezentos anos de atraso mental e meio século de fascismo vencem os que amam os livros, as artes, a literatura...