quarta-feira, 19 ago. 2026

Alexandre Faria

A Europa não se recomenda

Não sofremos por falta de riqueza, incentivamos uma distribuição desigual. Uma parte do mundo possui a fortuna debaixo dos pés e a outra guarda-a nos bancos. Ao aceitarmos esta realidade como inevitável, continuaremos a discutir políticas sobre migrantes em vez de debatermos o desenvolvimento.

Apesar de Trump

Apesar de Trump. Apesar da FIFA. Apesar da política. Porque os governos passam, as fronteiras mudam e os campeonatos terminam. E existirá sempre uma criança, que correrá pelas ruas atrás de uma bola.

As autarquias no Conselho de Segurança da ONU

A tradição multilateralista portuguesa, que privilegia o diálogo e o direito internacional nesta grande instabilidade global, não terá sido alheia à votação, trazendo consigo uma responsabilidade acrescida e imperdível, após quinze anos de ausência.

Na espuma dos feriados

E essas datas não pertencem a ninguém, são ditadas pela consciência geral, precisamente para não existir uma apropriação partidária e para conseguirmos pensar para além do imediato. Por isso, é fundamental suspender, nesses dias, o acelerado ruído quotidiano e lembrar a pertença a uma história maior do que nós próprios.

Reinventar o socialismo

As novas gerações julgam estar a viver tudo pela primeira vez, não aceitam o contrário e entendem que o passado não se repete. Não gostam de ouvir os mais velhos, pouco ou nada lhes interessa a celebração de datas históricas e, invariavelmente, preferem os líderes capazes de os entusiasmar e de corresponderem às suas expectativas imediatas de vida sem uma cansativa carga ideológica.

Cascais, Capital Europeia da Democracia

Em tempos de frenesim informativo, onde nada resiste na agenda mediática para além de uns meros dias, pouco se devem lembrar daquela senhora de idade avançada, residente em Ereira, Montemor-o-Velho, transportada num bote pneumático dos Fuzileiros para conseguir votar nas eleições presidenciais.

Na ideologia dos interesses

Com o mundo imerso nesta nova era trumpónica, onde crianças de 4 e 5 anos de idade são detidas e levadas por forças de autoridade armadas até aos dentes dentro de um país no qual pensavam estar seguras, é bastante fácil perder a esperança.

A nova ordem local

É urgente refundar as bases da cooperação e da solidariedade entre os povos e a melhor resposta só pode surgir pelo nível local

Um Natal às antigas

Esta dependência crescente nas realidades virtuais constitui o álibi perfeito para a descrença na democracia representativa, aproveitado por quem entende ser necessário fragilizar as estruturas sociais, trilhando um caminho bem claro nas suas motivações

Consciência coletiva

Nestes tempos mais exigentes, precisamos de uma luz que nos guie antes do silenciar do livre pensamento.

Lobos em pele de cordeiro

O individualismo é a imagem de marca pós-pandemia, porque o sentido de sobrevivência sobrepõe-se, um familiar de máscara amedronta-nos, os amigos ficam à distância e todos os que nos rodeiam tornam-se no outro, personificando o perigo e cavando divisões intransponíveis entre as pessoas. E quem não partilha a mesma opinião, passa a ser o inimigo.

A narrativa do medo

O ser humano fica mais vulnerável quando se aproximam atos eleitorais decisivos para o seu futuro…