Adolfo Luxúria Canibal

São Frutuoso

A minha mãe, no seu entusiasmo quase pueril pela história, não se calava acerca da Capela de S. Frutuoso de cada vez que um qualquer afazer nos conduzia até às proximidades de Real, então um subúrbio de Braga. A capela, com o seu estilo visigótico-bizantino, era, para a minha mãe, a mais original obra da arquitetura pré-românica existente em Portugal e isso merecia ser constantemente assinalado. E o certo é que havia sempre algo a contar…

O milagre do Galo

Transformado em símbolo não-oficial de Portugal, o galo de Barcelos é uma peça de artesanato que sintetiza toda a alma minhota, da sua gaiata garridice à descerimoniosa exaltação religiosa.

Loas do surrealismo

A construção do edifício-sede da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, não deve ter sido tarefa fácil.

O Paço dos Arcebispos

Foi uma alegria quando, recente estudante universitário, longe da terra e dos amigos, vi Braga surgir nas notas de 500 escudos, como que a celebrar-me o orgulho nas origens.

As trutas de Coura

Paredes de Coura é, para muitos, apenas sinónimo de festival de música pop/rock, o único que mantém o espírito bucólico dos históricos ajuntamentos que criaram o conceito, do Woodstock de 1969 ao Vilar de Mouros de 1971. Mas Paredes de Coura é também terra de gastronomia, com destaque para o restaurante O Conselheiro que, durante anos, foi referência nacional na arte de bem comer e que, infelizmente, teve de encerrar portas. Mas desde o início do século que um novo espaço tem vindo paulatinamente a conquistar notoriedade. Não me lembro já qual o ano em que, tendo ido ao festival e num daqueles encontros conviviais em que o mesmo é pródigo, alguém me falou, como segredo bem guardado, da casa das trutas, uma estranha casa onde o cliente pescava o peixe que depois lhe era servido. E com esta imagem bruta me fiquei - a de uma taberna com um tanque cheio de trutas, onde se escolhia o espécime que se ia comer, servido por um patrão rico em personalidade -, pois na altura não tive oportunidade de lá ir e confirmar a veracidade do que me contavam.

A Ínsua e os piratas

Quando criança, o mês de Agosto era invariavelmente passado em Vila Praia de Âncora.

Ponte da Barca

Um pouco ofuscada pelo esplendor da vizinha e mediática Ponte de Lima, Ponte da Barca, situada na margem esquerda do rio Lima e nos limites exteriores do território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, merece bem uma visita. 

Vinho Verde

Há muitos anos, era eu ainda moço pós-adolescente, fui visitar um amigo, António Sequeira Lopes, que se encontrava em prolongadas filmagens na região de Ponte de Lima. 

Mata de Albergaria

Quando chega o tempo quente, sabe bem procurar paragens mais aprazíveis para refrescar o corpo e a mente.  A opção mais evidente é a orla atlântica, com a sua aragem marinha, embora a massificação tenha tornado as praias minhotas demasiado frequentadas.   

O Castelo de Braga

O meu falecido avô paterno era um entusiasta defensor do regime republicano e dos seus valores.

Domingo vamos à bola

Hoje sou frequentador assíduo do Estádio 1.º de Maio, pois é aí que os Mão Morta, como uma boa dezena de outras bandas bracarenses, têm a sua sala de ensaios.

O Jardim de Santa Bárbara

Quando era miúdo adorava ir com a minha mãe ao café. Era um hábito social enraizado esse de ir tomar café depois do almoço ou de tomar um chá a meio da tarde, pretexto para as pessoas se encontrarem e trocarem dois dedos de conversa.