terça-feira, 12 mai. 2026

Adalberto Campos Fernandes

Um país com o Futuro

Em Portugal, acumularam-se programas, planos e intenções. Mas a experiência mostra que o essencial tem falhado. A máquina pública arrasta-se entre burocracias, resistências internas, escassez de meios e, sobretudo, falta de direção clara.

A Ilusão da Coragem

A construção coletiva implica compromisso, paciência e a capacidade de reconhecer que nenhuma solução será perfeita, mas que muitas podem ser suficientemente boas para fazer a sociedade avançar.

Reformar o Estado, melhorar a vida

A primeira grande transformação tem de ser cultural. Persistem práticas administrativas excessivamente burocráticas, assentes numa lógica de controlo formal em detrimento dos resultados

Do lado certo da História…

A História regista a indiferença com rigor. Não exige heroísmo, mas espera consistência e clareza. Isso manifesta-se através de ações concretas: afirmar, recusar ou não se calar, mesmo quando seria mais fácil. 

Constituição de 1976, razões para continuar

A Constituição vai além de normas técnicas: incorpora uma visão de país mais livre, justo e igual. Esta ideia central continua relevante, mesmo quando a realidade não corresponde a esse ideal.

O Congresso e o Futuro do PS

O congresso do PS podia ter sido um ponto de inflexão. Ainda pode ser um sinal de alerta útil. Tudo dependerá do que vier a seguir e da capacidade de transformar intenções em decisões.

Em busca de uma nova Ordem Mundial

O conceito de ordem internacional encontra-se em profunda mutação. Já não se trata de preservar um equilíbrio herdado, mas de compreender uma recomposição em curso, marcada pela emergência de múltiplos polos de poder

Um Estado mais simples, um país mais forte

Reformar o Estado é por isso um desafio central para qualquer país que queira avançar com confiança e responder melhor às necessidades da sua sociedade. Não significa enfraquecê-lo nem reduzir o seu papel.

O poder e os seus limites

A filosofia trabalha com princípios claros e categorias ordenadas; a História impõe contextos densos, marcados por circunstâncias, interesses e relações de poder. É nesse terreno imperfeito que se formam os juízos políticos.

Um sistema político em transição

Não se observa qualquer risco de colapso democrático. O que está em curso é um processo de adaptação do sistema político a novas realidades. A fragmentação atual não é apenas partidária.

As Instituições, os Governos e as Fronteiras do Poder

Uma fragilidade persistente da vida pública portuguesa reside na distinção imperfeita entre governos, partidos e Estado

Crises e Liderança

Governar implica mais do que gerir perceções ou buscar aprovação imediata. Requer competência para tomar decisões em cenários adversos, com base na análise de dados, consulta a especialistas e harmonização de interesses divergentes.