Há umas semanas publicámos uma reportagem na zona do Martim Moniz, que foi feita a ‘meias’ com o padre Edgar Clara, que tem a seu cargo nove igrejas na zona. Fiquei particularmente impressionado com um grupo, ou associação, como se queira, criado por estrangeiros, de diferentes nacionalidades, desde os EUA, Israel, França, Moçambique, Inglaterra, Alemanha, e por aí fora, além de portugueses. Juntaram-se num grupo de WhatsApp, que serão cerca de 100, mas no Facebook andarão perto dos mil. O objetivo deles é denunciar às autoridades e aos políticos, leia-se junta de freguesia e câmara municipal, o que está mal na zona, filmando o consumo de heroína e crack, os assaltos, o assédio a mulheres, e a ‘nojeira’ em que estão as ruas, duas horas depois de passarem os serviços de limpeza, devido à falta de higiene de alguns comerciantes e de muitos dos passantes.
Contaram-me que o grupo tenta ‘embelezar’ algumas ruas, pedindo autorização para plantar árvores, e colocando vasos, solicitando a ajuda da câmara e da junta para ‘tratarem’ da iluminação, que é destruída frequentemente. O ‘grupo’ terá surgido como forma de pressionar a Polícia, pois sempre que detetavam alguma situação ‘perigosa’, ligavam incessantemente até conseguirem uma resposta. Enviam os vídeos que fazem às referidas entidades.
Também vi queixas de comerciantes portugueses de que são obrigados a ‘cumprir’ tudo à risca, no que ao seu negócio diz respeito, o que não é exigido a outros. Vi lojas iguais umas às outras sem praticamente um cliente, onde os ‘donos’ pagam cinco mil euros por mês. Há longos anos, desde 2017/18, que se sabe que muitas dessas ‘mercearias’ mais não são são de que um negócio de fachada. Desde então que se sabe que vivem quase em sistema de cama aquecida. São pessoas que vieram à procura de uma vida melhor e que a encontraram, de certa forma, pois nos seus países a miséria é ainda bem maior.
Passaram anos para que o combate às máfias ligadas ao tráfico humano começasse a ser público, erradamente, pois já o deviam ter tornado evidente há muito tempo. Claro que a integração entre uns e outros não tem corrido pelo melhor, tirando casos esporádicos, até porque muitos migrantes não gostam de se misturar. Podiam aprender no ‘colégio’ do Centro Social Menino de Deus, onde as crianças de todas as nacionalidades convivem alegremente. E é aí que se deve apostar muito. Que as crianças contribuam para uma abertura de mentalidades e que os pais entendam que devem respeitar a cultura dos outros, até para a sua ser respeitada.
É normal as pessoas reagirem com alguma apreensão ao que é diferente, mas a culpa não é só de quem não ‘compreende’ os outros, que são ‘esquisitos’. Já fui ‘imigrante’ intermitente, é certo, mas sabia bem o que podia e não podia fazer. E, por vezes, ouvia insultos, que me eram indiferentes. A maioria das pessoas não é assim.
Vem esta conversa toda para dizer que o_Estado, seja o português ou outro qualquer, não pode deixar que comportamentos desviantes sejam considerados normais, sob perigo de se tornarem a regra e o caos instalar-se. O que se passa, por exemplo, nos aeroportos com os táxis já está a ser ‘transportado’ para outras zonas de Lisboa, no caso da capital. É uma vergonha assistir a membros da mesma etnia à saída de discotecas como o Urban, dentro e fora de táxis e de TVDE, a ‘pressionarem’ os hipotéticos clientes a aceitarem preços verdadeiramente exorbitantes para a pequena corridas. São agressivos e apanham, muitas vezes, estrangeiros bêbedos, que, no caso de se recusarem a pagar, temem pela sua integridade física. Isto é do conhecimento de todos, mas nada se faz, até um dia que a coisa dê para o torto. O turismo português começa a corroer-se aos poucos...
Telegramas
Trans fora de jogo
É das coisas mais estúpidas do movimento woke e de impossível compreensão, e agora começa a ‘ver-se’ alguma lucidez, para não dizer outra coisa. Como foi possível alguém defender que quem nasceu homem podia competir em desportos como boxe, basquetebol ou o que quer que seja, na categoria feminina, apesar de ter feito, ou não, a mudança de sexo? A cegueira ideológica dos wokistas americanos, por exemplo, foi responsável pela chegada, de novo, ao poder de Donald Trump. Os seus devaneios, de uns e do outro , fazem mal à saúde. Parabéns às federações, nos diferentes países, que estão a proibir essa tontice.
Mulheres conservadoras e...
Há dias assisti na televisão a um debate que, suponho, queria, e bem, opor uma mulher conservadora a uma progressista. Chumbaram ambas no teste, pois a conservadora, uma estrela em ascensão, com punhos de ferro, adora gritar, e dizer disparates ignóbeis, como defender que uma criança violada pelo pai tem de levar a gravidez até ao fim. A progressista não percebeu que as mulheres conservadoras todas trabalham e nenhuma quer obrigar as colegas a ficarem em casa a tratar dos maridos. Querem, calculo, defender o direito à profissão de doméstica.