segunda-feira, 13 abr. 2026

Pelo fim dos heterossexuais

As turmas extremistas, e muito folclóricas, não entendem que há quem se reveja na família tradicional, permitindo as outras... 

Ponto prévio, para que as avantesmas mais histéricas não se atirem ao ar. A violência doméstica é dos crimes mais hediondos e é preciso combatê-lo com todas as armas e inventar outras, pois as existentes não têm sido muito eficazes. E por violência doméstica falamos de homens contra mulheres, pais contra filhos e vice-versa, ou casais do mesmo sexo. Para que fique também bastante claro, é-me indiferente se as pessoas são heterossexuais, homossexuais ou bissexuais. Cada um que viva como bem entender, se não obrigar ninguém a fazer o que não quer. Vem esta conversa a propósito do Dia Mundial da Mulher que se comemorou no passado dia 8 e que, mais uma vez, serviu na perfeição para um grupo de grunhos gritarem fascismo, uma palavra que adoram, e condenarem, veladamente, ou nem tanto nalguns casos, os heterossexuais, bem como o conceito de família. 

Bem sei que a maioria se manifestou pelos direitos mais do que legítimos das mulheres, exigindo igualdade de direitos e de tratamento. Não posso estar mais de acordo com esses que vão para as ruas lutar por direitos básicos e fundamentais. É inacreditável que em pleno século XXI ainda tenha de se discutir um assunto que devia ser regra em todo o mundo civilizado. 

Voltando à parte folclórica das manifestações, como não podia deixar de ser lá estavam as bandeiras da Palestina – calculo que o Hamas tenha enviado uma palavra de solidariedade às mulheres portuguesas –, os trans muito histriónicos, gritando contra o conceito de família tradicional e reprovando a possibilidade de as mulheres optarem por ficar em casa a tratar dos filhos. É impressionante como neste mundo tudo é permitido, menos as mulheres optarem por um estilo de vida que lhes agrade. Se há mulheres que de livre vontade optam por cuidar dos filhos, quem é que tem alguma coisa a ver com isso? Como não podia deixar de ser, logo as malucas presentes gritaram fascismo! 

É pois natural a aliança entre trans ‘femininas’ e a as mulheres de extrema-esquerda, ou esquerda caviar, que não entendem a tentativa de sucessivos governos europeus apostarem nos incentivos à natalidade e na melhoria na maternidade, com incentivos fiscais, licenças parentais alargadas, entre outras. Uns são contra até porque a natureza não lhes dá essa hipótese, já que nasceram homens, outras é pura loucura ideológica. Vejamos o que escreveu Élise Thiébaut, jornalista, escritora e ativista, no l’Humanité: «É em momentos como este que a história precisa de uma boa menopausa para parar de produzir essas crianças que o Estado ainda exige transformar, na velha expressão, em carne para canhão. Porque é isso que eles querem. Nem sequer tentam disfarçar. O plano deles? Guerra. Fronteiras. Colonialismo». Duas notas finais: O PSD pretende mudar o regime jurídico de mudança de sexo e do próprio nome no registo civil, querendo a assinatura obrigatória de um médico para permitir a maiores de 18 optarem pela mudança. Não posso estar mais de acordo, basta ver o que se tem passado em países como a Suécia. Por fim, louvar a atitude da trans espanhola Mar Vázquez, que se recusou a competir na categoria feminina, tendo optado pela masculina onde ficou em terceiro lugar, por considerar «injusto e antiético» correr contra mulheres biológicas.

TELEGRAMAS

E se a moda pega?

O indecoroso, abjeto, inenarrável julgamento de José Sócrates pode fazer escola no futuro e muitos processos podem seguir o mesmo caminho. Afinal, o animal feroz faz escola por onde passa.

Um jardim venezuelano

Na Madeira, e principalmente no Funchal, é impressionante a quantidade de luso-venezuelanos ou mesmo venezuelanos que trabalham na restauração ou nos TVDE. Um dos motoristas contou-nos como esteve um mês escondido até conseguir viajar para Portugal. O seu sócio tinha sido assassinado pelos capangas de Maduro... Nota-se o salero dessa comunidade que ajuda a Madeira a crescer.

Duas penas de prisão perpétua 

Um português foi condenado a duas penas de prisão perpétuas, seja lá isso o que for, em Espanha, por ter atropelado mortalmente quatro convidados de um casamento, de onde tinha saído chateado com outros amigos dos noivos. 

União China/EUA

Há todo um mundo que os separa, mas há todos os interesses que os aproximam. Fartos de traficantes de Fentanil, e não só, a China e os EUA terão chegado a um acordo para ninguém ficar mal na fotografia. Se os americanos jogam à batalha naval com as lanchas dos venezuelanos, supostos traficantes de cocaína, já os chineses optam por fazer tiro ao alvo, em estádios de futebol, aos traficantes de Fentanil. 

Vão trabalhar malandros

Friedrich Merz, chanceler alemão, não vai em cantigas e avisou os compatriotas, e não só, que é preciso trabalhar mais, e não menos, já que «a prosperidade não se sustenta com uma semana de quatro dias de trabalho». Se a Europa quer competir com a China, EUA ou Índia, só para dizer alguns países, não tem outro caminho. Suspeito que muitos lhe vão querer colar o epíteto de fascista...