Costuma-se dizer que Portugal foi a primeira aldeia global do mundo. Desde o início da nossa História, andámos por toda a parte a descobrir novos horizontes que moldam a cultura que vemos atualmente no nosso país.
Hoje, o povo português ainda é assim. Ao longo de todo o globo, são cerca de 1 milhão e 800 mil os emigrantes que optaram por levar a bandeira de Portugal pelo mundo fora, de acordo com os dados do Observatório da Emigração.
Mas sair de Portugal não significa deixar Portugal. E desde a presidência de Cavaco Silva, esta é uma realidade vivida por muitos emigrantes. Com a criação do Conselho da Diáspora Portuguesa, Portugal liga-se ao mundo e aos portugueses no mundo com a esperança de que, no futuro, muitos dos exemplos de sucesso no estrangeiro sejam reproduzidos no nosso próprio território.
E, se Portugal é a primeira aldeia global da História, Cascais apresenta-se hoje como a vila global portuguesa por excelência. No nosso território, somos uma ponte local dos portugueses para o mundo, que acolhe a sede do Conselho da Diáspora Portuguesa e onde os nossos empresários podem começar a criar modos de formar empreendedores portugueses para o futuro. Numa palavra, Cascais quer-se desenvolver e inovar sem perder a sua identidade.
Por este motivo, Cascais é o que podemos apelidar de Casa da Diáspora Portuguesa. Como território de tradição e cosmopolitismo, é nele que os horizontes que outrora descobrimos vêm até nós, influenciando a nossa cultura, os estilos e modos de vida dos nossos cidadãos, mas nunca pondo em causa as tradições históricas que os unem às gerações do passado.
Um território global não tem de ser um território sem identidade. Muito pelo contrário. Hoje, conhecemos a popularidade que a tradição portuguesa tem no mundo - e o cosmopolitismo tem de servir para a alimentar, não para a substituir. E em Cascais, este é um dos lemas das nossas políticas públicas. Estamos abertos a todos e para todos, mas queremos que os que nos visitam contribuam para construir um Cascais e um Portugal melhor, com mais qualidade de vida, mais cultura e mais espírito de serviço comunitário.
A riqueza cultural de um povo encontra-se nas comunidades locais. E num mundo globalizado, a sua defesa e o seu desenvolvimento passam por usar sempre os meios que temos ao nosso dispor para aliar modernidade e tradição, identidade e inovação.