sexta-feira, 10 jul. 2026

Mudar para progredir e sobreviver

Mudar é uma exigência para sobreviver em qualquer mercado, o que significa também adaptação e grande flexibilidade, mas para isso é que serve a inteligência e esta, hoje, pode facilmente ser comprada no mercado da “oferta e procura”, já que não falta “massa cinzenta” à procura de “emprego”.

Autoridade e Confiança são objectivos que se tornaram tão pertinentes como o de Mudança (Francisco Lucas Pires).

Para que seja possível progredir é preciso mudança, já que o conhecimento está sempre em progresso, ou seja, a mudar, e quem não acompanhar a mudança será, inexoravelmente, ultrapassado.

Por outro lado, é fundamental perceber que sem autoridade não haverá condições para qualquer tipo de mudança, já que esta exige confiança, sem a qual o que nasce é o imobilismo e o protelar de todo e qualquer investimento, fruto da desconfiança. É um pouco o que está a acontecer, já que há uma certa “desorientação” governamental e empresarial, em simultâneo, o que tem levado a uma certa apatia geral e a alguma desconfiança.

Todo aquele que for mais “destemido” (sem ser inconsciente) e arriscar mais, se tiver êxito, será o que chegará mais longe. Mas aqui o “chegar mais longe” deve significar aquele que poderá consolidar uma posição forte no mercado, através da confiança que transmitiu a todos os “operadores”, ou, se for preferido, a todos os intervenientes.

Hoje, mudar é uma exigência para sobreviver em qualquer mercado, o que significa também adaptação e grande flexibilidade, mas para isso é que serve a inteligência e esta, hoje, pode facilmente ser comprada no mercado da “oferta e procura”, já que não falta “massa cinzenta” à procura de “emprego”. No entanto é preciso saber recrutá-la.

Daqui que a mudança também seja necessária, de quando em quando, entre aqueles que têm de pensar as melhores soluções para aquilo que vai acontecendo, fruto da mudança.

Ao gestor-empresário, ao dono do capital do negócio, não lhe deverá faltar a lucidez de recrutar para a sua empresa os melhores, mas percebendo sempre que tal operação não está nunca terminada, já que ela está também, permanentemente, em mudança. É, pois, um conceito dinâmico que se enquadra no dinamismo social empresarial. É um bom desafio, embora seja só para alguns. Aqui, neste plano, não há democratização possível.

Sociólogo