quarta-feira, 22 jul. 2026

A conjuntura nacional e o futuro

Portugal tem “massa cinzenta” suficiente para poder encontrar soluções inovadoras que possam compensar e vencer as actuais dificuldades.

O que verdadeiramente interessa, na vida prática do dia-a-dia, é saber como podemos influenciar o futuro, como o podemos “mudar” ou moldar, já que ele não é um fatalismo, pois o único conhecido é a Morte. Portanto, até lá tudo é possível mudar, alterar, substituir, aperfeiçoar, etc., desde que haja tecnologia e dinheiro. Por isso se dizia que a terra mais promissora, para qualquer mudança ou experiência, eram os E.U.A., porque tinham dinheiro para todos os “projectos” inovadores, ou seja, para os realizar.

(…Mas) Portugal tem “massa cinzenta” suficiente para poder encontrar soluções inovadoras que possam compensar e vencer as actuais dificuldades.

Por isso se sugere aqui a criação de um “Banco de Ideias”, que poderá ser “alimentado” por pessoas “reformadas”, mas ligadas a Instituições Financeiras e outras, porque estas têm tempo para pensar em soluções que, quando estavam activos, lhes fugiam debaixo dos pés, sem que pudessem agarrar, porque não tinham tempo. Ora, hoje, vale a pena investir num “Banco de Ideias”, ou seja, pagar às pessoas certas para pensarem, já que os “activos” ainda não têm tempo para isso. É um bom e seguro investimento e, por isso, fica bem num Banco de Investimento. Há, por vezes, soluções simples que estão ao alcance de qualquer um, mas que, por falta de tempo, nos passam ao lado. Não há melhor exemplo do que aquele da “invenção da ficha tripla”, que tornou milionário um asiático com o registo dessa patente.

É preciso não esquecer que o pensamento tem que preceder a acção. E que não vale a pena actuar sem rumo, sem directivas, sem objectivos, porque isso a nada conduz e só pode causar frustração e desilusão.

A “missão” de um “líder” com visão é ver “antes do tempo”, é ver primeiro que os outros. É a antecipação, que de facto revela o poder da sua mente e que o legitima como “líder”, como condutor, de pessoas e de negócios. É que no fundo salva o país da mediocridade instalada, que pode levar a classificar este “regime” como “mediocracia” em oposição à democracia.

Está, pois, na ordem do dia, ter ideias, divulgá-las e colocá-las em práctica como projecto inovador. O tal homem da “ficha tripla” teve centenas de ideias que foram para o “caixote do lixo”, mas bastou-lhe uma para ficar milionário. Quer isto dizer que vale a pena investir em ideias inovadoras, porque basta que uma seja excecional para salvar o negócio de uma empresa.

…Mas, neste momento, há que investir na ideia de como criar emprego criando actividades que exijam a contratação de pessoas para as pôr em prática. Enfim, é preciso coragem para enfrentar a adversidade, mas é preciso atrevimento para desafiar o futuro.

Então está na hora de sermos atrevidos.