Portugal é um país pequeno, mas com um povo generoso e pessoas com muito conhecimento e, sobre tudo, com muita experiência fruto do acaso e da necessidade, que requerem grande adaptação e inteligência devido à “diáspora” portuguesa.
A Educação é única e indivisível, não há senão uma (Teoria do Gestaltismo). É erróneo falar em Educação Física, por exemplo, já que a educação visa as três estruturas do Homem, em simultâneo: perceptivo-cinética (sistema nervoso), orgânica e morfológica. Por isso o acto, a acção educativa, é dirigida às 3 estruturas, em simultâneo, que têm de estar em interacção.
Ora, existindo um Ministério da Educação, com um Ministro pró-activo e inteligente, não se compreende que o Ministério da Educação permita, e permite, que aquilo a que ainda chamam ginástica ou educação física continue a funcionar de uma forma acéfala. Os alunos do ensino secundário praticam essa actividade sem que primeiro lhes seja explicado para quê e porquê serve o que lhes mandam fazer. Além de uma “actividade” vazia, perde-se uma oportunidade única de lhes poder transmitir o que é a “Cinesiologia Educativa” e para que serve, o que seria muito importante para a saúde futura da nossa Juventude e da nossa população, com uma poupança muito importante no sector da Saúde!
É triste que os jovens, que estão há vários anos no ensino secundário, não saibam, ainda hoje, quantos litros de sangue tem um ser humano. É espantoso e, ao mesmo tempo, mostra um ensino errado e está em contra-ciclo com a actividade esclarecida e inteligente do actual Ministério da Educação!
A Cinesiologia Educativa e o ensino teórico, primeiro, devem ensinar como funciona o corpo humano, antes de começar a exercitá-lo. É tão simples quanto isto. Não será insuficiente e perigoso um qualquer mecânico começar a mexer numa máquina, qualquer que seja, com a qual vai trabalhar, sem primeiro saber como funciona e a que se destina? Pois é isso o que se passa hoje no ensino secundário oficial da dita Educação Física sem que tenha sido actualizada, neste sentido, desde o século passado.
É evidente que quem escreve isto praticou muito e estudou muito, tudo relacionado com o assunto, tendo feito performances físicas de cariz atlético de grande risco, e que poucos atletas no mundo realizaram, na Mesa Alemã, com trampolim, a saber: “peixe” a 4 metros do solo, dando cambalhota no tapete, sem apoio das mãos; mortais empranchados, com ½ pirueta e com pirueta inteira; mortal de costas, partindo de frente, com ½ pirueta final; duplo mortal, sem qualquer proteção; triplo mortal (único na Europa, como amador), etc.
Mas tudo isto foi possível graças a ter frequentado o Colégio Valsassina e tendo sido aluno do professor Artur dos Santos, também docente da Escola Académica. Na qualidade de chefe de turma, aos 4 anos de idade, exemplificava o que o Mestre explicava sem poder exemplificar porque tinha sofrido um acidente, tendo ficado deficiente. Só os alunos do professor Artur dos Santos é que atingiam um nível muito elevado, porque ele explicava como funcionava o corpo e porquê.
Nós, portugueses, somos assim. O mérito principal pertenceu ao professor Artur dos Santos, os outros intervenientes têm um mérito relativo, mas sem o Professor Artur dos Santos nada teria acontecido.
Sociólogo