sexta-feira, 13 mar. 2026

Vem para a Marinha! Um futuro sempre jovem

Celebrar o 1 de fevereiro não é apenas recordar um acontecimento ocorrido em 1317. É também reconhecer que o futuro da Marinha sempre dependeu da sua capacidade de falar com os jovens do seu tempo, de se adaptar sem perder identidade, e de continuar a ser uma escola de valores, competência e serviço público.

No dia 1 de fevereiro assinalou-se uma das datas maiores da nossa História: a criação oficial da Marinha Portuguesa, instituída por D. Dinis, em 1317. São mais de sete séculos de presença contínua no mar, de defesa da soberania, de ciência, de diplomacia e de serviço ao País. Poucas instituições nacionais podem reclamar uma longevidade tão notável e, ainda menos, conseguem fazê-lo mantendo uma permanente capacidade de renovação.

A Marinha Portuguesa é, por natureza, uma instituição ancorada na tradição. Mas a sua verdadeira força sempre esteve na capacidade de olhar para a frente. Essa consciência tornou-se particularmente evidente nas décadas de 1980 e 1990, quando a Armada enfrentava, como tantas outras instituições militares europeias, o desafio de atrair jovens para uma carreira exigente, num contexto social em rápida transformação.

Foi nesse período que surgiu um slogan marcante, simples e eficaz, que se prolongou ao longo de duas décadas e que ficou gravado na memória coletiva. Mais do que uma frase de comunicação, esse slogan, “Vem para a Marinha! Um futuro sempre jovem”, tornou-se um chamariz poderoso para os jovens, apresentando a Marinha como um espaço de aventura, de formação, de tecnologia, de serviço e de futuro. Uma Marinha moderna, exigente, mas aberta a quem procurava um propósito maior.

Os resultados dessa estratégia foram claros. As candidaturas à Marinha de Guerra Portuguesa durante os anos 80 e 90 do século passado foram determinantes para garantir os efetivos necessários ao cumprimento das missões atribuídas à Armada Portuguesa. Muitos dos homens e mulheres que hoje ainda asseguram a operacionalidade, o comando, a instrução e a transmissão de saber, entraram ao serviço precisamente nestas duas décadas.

Porém, é graças a essas gerações, atraídas por uma visão mobilizadora e por uma narrativa positiva da instituição, que a Marinha mantém, ainda hoje, uma base sólida de recursos humanos qualificados, experientes e comprometidos. Sem esse investimento no recrutamento do passado, arrisco a dizer que seria impossível responder às exigências operacionais do presente.

No entanto, celebrar o 1 de fevereiro não é apenas recordar um acontecimento ocorrido em 1317. É também reconhecer que o futuro da Marinha sempre dependeu da sua capacidade de falar com os jovens do seu tempo, de se adaptar sem perder identidade, e de continuar a ser uma escola de valores, competência e serviço público.

Por essa razão, a Marinha Portuguesa mantém-se fiel à sua vocação de honrar o passado, servir o presente e garantir um futuro sempre jovem.

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