Uma cidade do futuro

O importante é ter-se qualidade de vida, pois há a ideia que no campo é que se tem ar puro, sem filas de trânsito e o ritmo de vida é mais calmo. É importante numa cidade ter harmonia e com menores custos: valor do IMI, abdicar da receita de IRS, preço da água, valor dos transportes, menores taxas municipais.

A propósito do que se está a passar em Almada e do que observo onde vivo Gaia. Surgindo esta reflexão que traduzi neste texto. Posto isto.

Cada vez há mais gente a viver em cidades, o homem tornou-se citadino. Longe vão os tempos do campo e da agricultura.

Quando uma família se muda para uma cidade, isso acontece por várias razões: compra de casa, novo emprego, maior proximidade dos centros de decisão, entre outros.

O importante é ter-se qualidade de vida, pois há a ideia que no campo é que se tem ar puro, sem filas de trânsito e o ritmo de vida é mais calmo. É importante numa cidade ter harmonia e com menores custos: valor do IMI, abdicar da receita de IRS, preço da água, valor dos transportes, menores taxas municipais.

O urbanismo, a reabilitação urbana e a construção sustentável são questões que exigem reflexão e uma política que se coadune com essa cidade, não esquecendo a sua história, e o seu património do passado.

Outro aspecto importante no planeamento de uma cidade é o trânsito. O trânsito caótico e as longas filas que as cidades enfrentam. A mobilidade dentro de uma cidade é dos maiores bens dos seus habitantes. Uma cidade dotada de inúmeros serviços: escolas, hospitais, etc.. Não pode estar prisioneira do trânsito e é importante o livre fluxo.

É preciso uma boa oferta de transportes públicos e zonas de estacionamento de acesso a esses transportes. Temos que nos libertar da dependência do automóvel. O bloqueio do trânsito é dos maiores desafios de uma cidade de futuro e minimizar o impacto que tem nos seus habitantes no dia-a-dia.

Uma forma de qualidade de vida é a capacidade de mobilidade numa cidade.

Temos que estar cientes da agressividade dos fenómenos meteorológicos que faz com que haja inundações.

A questão da segurança é primordial e é o expoente para atrair famílias e o fomento de uma cidade mais limpa e agradável. Com amplas zonas verdes para desportos, as crianças brincarem e serem frequentadas por idosos.

Uma cidade deve ser delineada tendo por base as pessoas e a sua inclusão.

Por fim deve-se olhar para uma cidade pela sua economia, capacidade de criar emprego, captar talento, atrair negócios e promover oportunidades.

Cada cidade é uma cidade com as suas especificidades, com os seus encantos, com a sua personalidade que a tornam única.

O futuro obriga a ter-se imaginação, bom senso e capacidade de gestão. Uma cidade de futuro tem que ter todo o tipo de oferta desde cultural, à educação e que não seja preciso sair dela para se ser feliz.

O futuro de uma cidade passa pelo seu planeamento e garantir o que é essencial: limpeza, eficiente recolha de lixo, zonas verdes arranjadas, plantação de árvores, ruas sem buracos, iluminação, protecção policial.

Outra questão essencial de uma cidade de futuro passa por planeamento, prepará-la para temperaturas muito elevadas, cientes da agressividade dos fenómenos meteorológicos que faz com que haja inundações, como será melhorada a vida dos idosos, como será utilizada a dinâmica das energias renováveis, um verdadeiro projecto de retirar os carros das ruas no centro da cidade, melhorar os serviços públicos.

No fundo uma cidade precisa de planeamento, e não, de medidas avulsas e correr sempre atrás do prejuízo. Em política a prevenção e a antecipação são dois aliados de uma cidade do futuro.

Fundador do Clube dos Pensadores