Não sei se Donald Trump é fascista pelo menos parece, apesar de se intitular conservador a sua acção tem laivos de fascista, abandona as liberdades democráticas , persegue com violência redentora e sem restrições legais, objectivos de purificação interna e expansão externa.
O ataque ao Capitólio em 6 de Janeiro de 2021 transformou-o de populista autoritário em fascista declarado. Nunca aceitou a sua derrota.
Os novos fascistas utilizam a democracia para serem eleitos e depois transformam-se nestas bestas de acção sem regras, sem rei nem roque e sem lei.
Donald Trump arroga-se o verdadeiro americano, que pertence aos brancos e que faz parte do topo da hierarquia.
Donald Trump mostra até à saciedade a sua intolerância e crueldade e, o mais grave, sem sentimento de culpa pelos seus prejuízos, no plano social, humano e de vidas perdidas.
Perante esta brutalidade imperialista, a Europa não pode continuar a ignorar, com meias-verdades, a ameaça representada pelo expansionismo de Donald Trump.
Qualquer fascista, hipocritamente, adorna os seus impulsos predatórios com explicações benevolentes e até messiânicas.
O ressurgimento fascista e colonizador liderado por Donald Trump, não hesita em confessar cinicamente os seus objectivos egoístas e sua dependência do uso da força militar como instrumento de diplomacia e organizador das relações internacionais.
O objectivo de Donald Trump é destruir governos, aniquilar a oposição, atacar universidades, acabar com a liberdade de expressão, o pluralismo e o estado de Direito, prender e deportar ilegalmente cidadãos sem papéis, igualmente cidadãos legais e inventar mentiras sem parar. Isto é, erradicar quem lhe faz frente.
Quer uma América a seus pés e quando puder e tiver uma oportunidade alterar a constituição para fazer mais um mandato.
Lembro-me da época em que Donald Trump era um palhaço, e era chacota total. A imprensa internacional também considerava Adolf Hitler um palhaço, até que ele deixou de o ser.
Donald Trump conquistou o poder pela via democrática, mas temos que resistir, ser perseverantes, lutando mesmo com o aumento dos perigos. É essencial saber contra o que estamos a lutar: um novo tipo de fascismo que afecta o mundo inteiro.
A Europa tem um papel fulcral e vital em identificar e denunciar acções inaceitáveis, até, pelo exemplo da civilidade democrática
Este é o primeiro passo de não nos calarmos, sem medo e fazendo valer os nossos pontos de vista. Não se pode ceder àqueles que procuram impor a sua vontade sem negociações, como muito bem fez a Europa face à guerra comercial de Trump.
As políticas de Donald Trump representam uma ameaça existencial para a Europa, senão se atrever a chamar as coisas pelos nomes e agir, ninguém o fará e desaparecerá.
Fundador do Clube dos Pensadores