Fundei o Clube dos Pensadores em 2006 e nunca pensei chegar até aqui. Mas, agora que estou aqui, cada vez acho mais importante debater, esclarecer e contradizer. Há dificuldade de ouvir com quem não se está de acordo e tentar impor a nossa ideia aos outros.
As redes sociais são um antro de ódio e de ataques pessoais escudados no anonimato ou perfis falsos.
Sempre tive a capacidade de tolerar as ideias dos outros e tentar perceber porque pensam assim.
O Clube dos Pensadores ( CdP) vai festejar 20 anos. O CdP é um local de culto da liberdade sem restrições e sem obrigação de prestar contas a quem quer que seja.
O CdP continua na sua linha de debater, de participar e da liberdade de expressão.
Já passaram pelo CdP, durante estes 20 anos quase tudo da política e de outros quadrantes da sociedade portuguesa.
A democracia é ouvir as pessoas todas mesmo com quem, eventualmente, não estamos de acordo.
Há quem goste, mas também, há quem não goste. Normal. Exijo respeito pelo que faço.
O Clube dos Pensadores é autónomo e independente, qualquer pessoa pode assistir aos debates de entrada livre, sem qualquer tipo de controlo. Ninguém pergunta qual é a sua ideologia, credo, clube ou associação.
Toda a gente tem direito a ter voz favorável ou desfavorável, num ambiente educado, respeitador e tolerante.
Com muito empenho, imaginação e carolice o CdP, sem nunca ter tido apoio de um cêntimo do Estado, procura fazer serviço público e dar voz às pessoas.
O CdP tornou-se um open mind, com pensamento critico e empático, num misto de erudito e popular. O CdP faz voluntariado de cidadania, estando no Norte a falar para o país.
O CdP tem alguns “segredos” que ajudaram a chegar até aqui, muitos previsíveis e conhecidos. O talento é importante, mas é preciso trabalhar, não chega ter jeito e habilidade para fazer debates exige disciplina, esforço consistência e dedicação. O importante é o que queres e isso depende de ti. Frequentar o clube é simples, barato e divertido. Não deixar ninguém sem o convidado responder-lhe, isto é, sem resposta. Fazer as pessoas parar de falar na altura certa e em assegurar que todos têm espaço para dizer alguma coisa. Fazer debates estimulantes intelectualmente e em ligar as pessoas aos assuntos e pensarem. Pôr os políticos a falar com os cidadãos, no fundo, aproximar uns e outros. Um debate que não tenha alguma tensão é uma seca. Procurar não cansar e não se repetir. Nunca controlar a maneira de pensar de cada um. Apesar do clube ser pela diferença, procura esbater as diferenças entre as pessoas presentes, numa lógica horizontal, sem títulos académicos, em que todos se sintam importantes e respeitados, independentemente do seu grau de instrução e posição social. Simplesmente dizer o que nos parece em cada ocasião, sem preocupação de agradar a uns ou a outros, defenda a direita ou a esquerda.
Fundador do Clube dos Pensadores