segunda-feira, 09 mar. 2026

António José Seguro venceu, mas agora tem que convencer

António José Seguro venceu, mas agora tem que convencer. Todos os ditos “democratas” se juntaram contra o papão André Ventura.

A mim mete-me muita confusão em democracia, um partido ser legalizado pelo Tribunal Constitucional e depois é apelidado de fascista. Ora bem, a Constituição da República Portuguesa proíbe expressamente a criação de partidos e associações que sigam a ideologia fascista. O Artigo 46.º, n.º 4, determina que "não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista".

António José Seguro, em função dos apoios que teve, obteve um bom resultado, todo o mundo quis evitar André Ventura – o papão da democracia portuguesa, como foi em tempos o PCP e os comunistas. António José Seguro correndo por fora, enterrou o Socratismo e o Costismo no PS e, porventura tenha estancado a sangria crescente dos seus apaniguados.

O PS bem pode tentar colar-se a António José Seguro, todavia o PS esteve sempre renitente e distante do candidato. No fundo foi à boleia da conjuntura.

O PSD de Montenegro teve um erro de casting brutal ao apoiar Marques Mendes. Perdeu na primeira volta ao ver Ventura passar à segunda volta e suportar uma votação expressiva na segunda volta. Já não chegava ter que se haver com André Ventura, agora vai ter que se haver com António José Seguro.

Auguro que a legislatura não vai chegar a 2029. No próximo OE 2027, André Ventura vai tentar encostar o PSD ao PS, com o seu grau de exigência e de mudança que pretende para Portugal.

E, em 2028, se vir uma aberta e puder tirar partido dos erros da governação e dos erros dos outros partidos não terá pejo em provocar eleições antecipadas.

Tudo isso terá que ser gerido com pinças. O Chega, apesar de todas as polémicas, algumas companhias não recomendáveis, ainda tem espaço de progressão. Posso estar enganado, mas André Ventura, mais tarde ou mais cedo será Primeiro- Ministro de Portugal.

Só depois é que veremos do que é capaz.

Pelo que me apercebo muitas pessoas votam no Chega, não por professarem a sua ideologia de direita, mas porque o seu discurso vai de encontro aos seus anseios: dificuldade de oportunidades; o dinheiro não chega até ao fim do mês; os seus filhos terem que emigrar; contra a corrupção instalada no nosso país; critérios de atribuição de subsídios; entre outros.

Fundador do Clube dos Pensadores

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