SEXTA, 29
Os Estados Unidos classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas
Para quem desconhece, PCC são as iniciais de Primeiro Comando da Capital e CV são as iniciais de Comando Vermelho. São os dois maiores grupos de crime organizado no Brasil. As suas atividades ilícitas já se estenderam a outros países da América do Sul, nomeadamente a Venezuela, e até a países europeus.
Lula e o PT não queriam que a administração Trump classificasse os dois grupos brasileiros como terroristas. Lula e o Governo brasileiro são agora obrigados a colaborar com os norte-americanos no combate ao terrorismo no Brasil, até porque sabem que a insegurança e o crime são temas muito importantes para os eleitores brasileiros. Além disso, o anúncio de Trump aconteceu ao lado de Flávio Bolsonaro durante a sua visita à casa Branca.
Há um ponto que preocupa Lula. As investigações podem revelar informações perigosas sobre possíveis relações entre o PCC e o CV e grupos brasileiros de extrema-esquerda, ou mesmo com alguns grupos económicos, mais próximos do PT. Ninguém sabe a que tipo de informação os americanos têm acesso na Venezuela, mas essa dúvida deve causar muitas angústias. Que o diga Zapatero.
SÁBADO, 30
A polícia no Rato
Mais investigações sobre possíveis casos de crimes económicos de figuras políticas, desta vez autarcas do partido socialista. Talvez tenha havido um pouco de exagero com cerca de 400 polícias na sede do PS no Largo do Rato (ainda me lembro do exagero da investigação a Miguel Albuquerque, que até hoje não tem resultados), mas é preocupante não só para os socialistas como para a democracia portuguesa.
A reação inicial do PS foi a habitual: o partido nada tem a ver com o que se passou. Aparentemente, o PS é uma espécie abstrata sempre incólume a qualquer notícia mais desagradável ou negativa. Há investigações e nalguns casos acusações e até prisões sobre ‘funcionários do partido’, sobre autarcas, sobre ministros, e até sobre um primeiro-ministro. Mas o PS não tem nada a ver com isso.
Muitos socialistas mostram frequentemente a sua ‘enorme preocupação’ com o crescimento da ‘extrema-direita’. Mas, aparentemente, os comportamentos não seguem as declarações. A suspeita de que militantes do PS (ou do PSD) aproveitam as suas ligações políticas para beneficiar pessoalmente, ou as suas famílias e amigos, é uma das razões que explicam o crescimento do Chega. Mas sabem o que dizem alguns socialistas quando estas investigações acontecem? Acusam o Chega de ‘aproveitar’ esses ‘casos’ para beneficiar politicamente. Em que mundo vive essa gente?
DOMINGO, 31
A violência em França
Mais uma vez, um jogo de futebol levou a distúrbios e violência em Paris e noutras cidades francesas. Desta vez, o pretexto foi a vitória do PSG na final da Champions. Voltará a acontecer, e deverá ser já durante os jogos do Mundial de futebol. A violência gratuita passou a ser um passatempo para muitos grupos de jovens franceses, predominantemente de extrema-esquerda e imigrantes radicalizados politicamente.
A polícia francesa enfrenta enormes dificuldades para manter a ordem, e muitas vezes não consegue. Tal como há bairros nas grandes cidades franceses onde as forças policiais deixaram de exercer autoridade. Estão sob controlo de gangs, que controlam o tráfico de droga e outros tipos de crimes organizados.
Hoje, a França é um país onde a autoridade do Estado está muito enfraquecida, onde reina a anarquia em zonas urbanas, e cada vez mais violento. É muito triste assistir à decadência de um grande país europeu, com um passado extraordinário, mas um presente preocupante e um futuro incerto.
SEGUNDA, 1
Eleições na Colômbia
No domingo (ontem) realizou-se a primeira volta das eleições presidenciais na Colômbia. O candidato da direita populista, Abelardo de la Espriella, ficou em primeiro lugar com quase 44% dos votos (uma surpresa tendo em conta as sondagens). O candidato das esquerdas e apoiado pelo atual Presidente, Ivan Cepeda Castro, ficou em segundo lugar com cerca de 41% dos votos. A grande derrotada foi a candidata da direita tradicional, que era favorita para ir à segunda volta. Mas Álvaro Uribe, o líder da direita conservadora, já declarou o seu apoio a Espriella.
Os resultados mostram uma Colômbia dividida e muito polarizada, onde a violência armada cresce. Não podemos excluir o regresso da guerra civil entre as guerrilhas de extrema-esquerda e o exército. Mas o ponto mais surreal da primeira volta foi a declaração do Presidente, Gustavo Petro, afirmando que não aceitava os resultados da primeira volta, apontando ilegalidades ao ato eleitoral. No caso de Bolsonaro, ‘houve uma ameaça à democracia’ e a imprensa portuguesa deu um enorme destaque à reação antidemocrática do líder da direita populista brasileira. No caso de Petro, um Presidente de esquerda, o silêncio em Portugal foi quase absoluto.
TERÇA, 2
O assassinato de Henry Nowak
Henry Nowak, um jovem britânico de 18 anos, foi assassinado no final do ano passado por um jovem britânico sikh, de origem indiana, Vickrum Digwa. No final da semana passada, Didwa foi condenado com a pena perpétua. Mas o ponto mais chocante foi a publicação de imagens dos últimos minutos de vida de Nowak.
No vídeo vê-se e ouve-se Nowak a suplicar que não consegue respirar. Os polícias, em vez de ajudarem o jovem, não acreditam nas suas palavras, dão ordem de prisão e colocam-lhe algemas. Ainda mais chocante, o assassino assistia a toda a cena e queixou-se aos polícias ter sido vítima de um ataque racial. Ou seja, sem qualquer evidência, os polícias acreditaram na palavra do assassino e não acreditaram na vítima. Por uma única razão: a vítima era um britânico branco; o assassino um sikh indiano. É demasiado preocupante perceber que hoje a polícia britânica vive em pânico de ser acusada de racismo. Este condicionamento, institucionalizado por uma ideologia woke que se apoderou do Estado britânico, impede a polícia de garantir a segurança aos cidadãos britânicos.
Qual foi a reação do governo trabalhista e dos deputados do partido? Apelaram à proteção da minoria sikh (que goza do privilégio de poder andar armada com facas do tamanho de pequenas espadas), acusaram Farage de querer aproveitar o caso politicamente (se isto não fosse trágico, daria vontade de rir de tanto disparate), e atacaram os jovens brancos que se manifestaram em Southampton contra o comportamento da polícia. Quem conhece a sociedade inglesa e viu as imagens, percebe que a maioria dos manifestantes são homens da classe trabalhadora, de recursos financeiros escassos, e que a maioria nunca deve ter frequentado a universidade. Os trabalhistas abandonaram as classes trabalhadoras e estão a tornar-se no partido dos imigrantes. Os partidos de esquerda noutros países europeus devem refletir sobre a evolução do Labour.
QUARTA, 3
Greve geral
Como disse muito certeiramente Paulo Núncio no Parlamento, as greves gerais são à segunda-feira, à sexta-feira e nas vésperas de feriados. As greves gerais mostram que há duas ordens profissionais em Portugal: o setor privado e o setor público. Em regra, os trabalhadores do segundo aderem em muito maior número às greves gerais. Quem tem empregos para a vida goza de privilégios que os outros desconhecem.
As greves gerais também servem para os líderes do PCP, do Bloco e do Livre apareceram rodeados de meia dúzia de pessoas a falarem na defesa dos ‘direitos dos trabalhadores portugueses’ (cuja maioria estava a trabalhar). Vê-se pelo número de votos desses três partidos a quantidade de trabalhadores que representam. Finalmente, as greves gerais também servem para os grupos de extrema-esquerda andarem à pancada com a Polícia. À medida que as esquerdas perdem votos, tornam-se mais violentas. Em Portugal e no resto da Europa. Vão habituando-se.