quarta-feira, 13 mai. 2026

Crenças fanáticas

Podem naturalmente encontrar-se razões para não se gostar de Donald Trump, mas tudo indica que o mundo ficará a dever-lhe muito.

Podem naturalmente encontrar-se razões para não se gostar de Donald Trump, mas tudo indica que o mundo ficará a dever-lhe muito. Trump provou que o Irão se armara e continuaria a armar-se até aos dentes, à espera de chegar à mais letal das armas. Que usaria. Porque o sentido da existência para o islão, o islão mais integrista dos ayatollas, é cumprir o desígnio pregado e praticado pelo Profeta: conquistar, converter, submeter ou escravizar os infiéis. O regime iraniano não é uma ideologia política. É uma crença fanática. Que não pouparia o mundo.

A substituição da ditadura teocrática iraniana por um regime laico, ainda que autocrático, será só por si um avanço no caminho para a modernização e democratização do Irão. Tal como, inversamente, a queda do regime autoritário do Xá e a sua substituição pelo regime teocrático dos ayatollas foi um dramático retrocesso nesse processo.

Do mesmo modo, o regime autocrático do príncipe herdeiro saudita tem-se traduzido num processo de modernização do país, etapa no caminho para a abertura do regime. Como nas monarquias do Golfo, que são hoje potências económicas, tecnológicas e diplomáticas, tendo chegado aos centros onde se decide o destino do mundo. É isso que os miásseis e drones do Irão obscurantista estão a atacar.

2. Do mesmo modo, o que comanda e move a extrema-esquerda deixou de ser uma ideologia para se tornar numa crença fanática.

Por isso o BE nunca põe em causa a substância e as manifestações do que é, afinal, uma crença tornada identidade de quem a transporta.

É por isso que mesmo reduzidos à expressão eleitoral de zero, Louça, Catarina Martins, ou as Mortáguas e agora Pureza continuam a pregar os mesmos dogmascomo se tivessem milhões de fiéis a segui-los.

A pregar ódio e ressentimento. Ódio visceral à sociedade aberta, à iniciativa empreendedora que gera a riqueza e o desenvolvimento das nações, ressentimento relativamente ao sucesso individual. Se chegassem ao poder, levariam rapidamente o país à opressão geral, à fome e à miséria.

Uma ditadura do BE (hoje impensável) seria uma praga sinistra e devastadora como em Portugal nunca houve.