quarta-feira, 10 jun. 2026

O continente europeu é o mais desenvolvido e o mais elitista

As reformas estruturais continuam a ser adiadas e o país está cada vez mais distante dos países que mais contribuem neste Continente Europeu, que é o mais desenvolvido e mais elitista do mundo. 

A Europa é geralmente considerada o continente mais desenvolvido do mundo, destacando-se pelos mais altos índices de Desenvolvimento Humano (IDH), elevada qualidade de vida, economias estáveis e melhor distribuição de renda. Países como Suíça, Noruega, Irlanda, Luxemburgo e Alemanha lideram frequentemente as tabelas globais do desenvolvimento.

Pontos-chave sobre o desenvolvimento europeu. A Europa concentra a maior parte dos países com IHD ‘muito elevado’. Qualidade de vida: países europeus oferecem excelentes serviços de saúde, educação e infraestruturas. Estabilidade: possui economias maduras e alta estabilidade social e política, superando outros continentes no conjunto. A Suíça é frequentemente citada como o país mais desenvolvido do mundo e o Luxemburgo como o país mais rico do mundo. Mas outros países da Europa ocupam posições cimeiras, com indicadores elevados: Noruega, Irlanda e Alemanha. Os países mais desenvolvidos, situados principalmente na Europa, partilham características como: esperança de vida alta, Educação de excelência, estabilidade política e segurança. 

A Europa tem vivido um longo período de paz entre Estados após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) e a guerra na ex-Jugoslávia, nos anos 90. No entanto, esta fase terminou com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, marcando o retorno da guerra ao território europeu.

Por norma, as guerras não têm ideologia política, o objetivo é a conquista de território. Na Europa, aconteceu nas Guerras Napoleónicas (1807/1810) Primeira Guerra Mundial (1914/1918) Segunda Guerra Mundial (1939/1945) a Guerra Russo-Ucraniana começou com um conflito contínuo e prolongado, com a anexação da Crimeia (2014) e a invasão em 2022 até ao presente. Sendo o maior e mais mortífero conflito armado, no continente europeu, desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Quando um país ou um continente entra em guerra, a situação geográfica e política é alterada. Aconteceu na Segunda Guerra Mundial, a URSS era formada por 11 Repúblicas Socialistas, mas consolidou-se em 15 após a guerra, e outros países como a Polónia, a Hungria, a Checoslováquia e a Roménia, que não faziam parte da URSS, mas eram estados satélites sob influência soviética. Tudo isto acontece porque Adolf Hitler, um político ditador austríaco, líder do Partido Nazista, serviu como Chanceler e Führer da Alemanha de 1933/1945. Ele foi o principal responsável pelo início da Segunda Guerra Mundial ao ordenar a invasão da Polónia em 1939 e a seguir a União Soviética, mas o jogo da guerra, virou-se e a derrota foi total.

Com este enorme desaire a URSS, ficou poderosa e os países da Europa Ocidental ficaram diminuídos na defesa do seu território. A Alemanha esteve dividida entre 1945 e 1990. O país foi dividido em quatro zonas de ocupação pelas potências vencedoras (EUA, Reino Unido, França e URSS) e em 1949, formalizou-se a divisão em dois estados: Alemanha Ocidental (RFA) e Alemanha Oriental (RDA). A reunificação aconteceu com a queda do muro de Berlim em 1990.

Assim se compreende a fundação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) em 1949, para garantir a defesa coletiva dos seus países membros contra a expansão da União Soviética e ameaças comunistas no início da Guerra Fria. Também em 1957 se formou a Comunidade Económica Europeia (CEE) com a assinatura do Tratado de Roma, entrando em vigor em 1958. Desde então, tem-se vindo a alargar com a entrada de outros países, sendo hoje composta por 27 países (incluindo Portugal), passando a chamar-se União Europeia (UE).

Na UE tem havido cooperação e entendimento entre Estados, os mais ricos protegem e ajudam financeiramente os mais pobres para a modernização de infraestruturas e reformas estruturais. 

Portugal está a comemorar 40 anos da entrada na União Europeia. O país modernizou-se em infraestruturas, mas passados estes anos, continua a viver à custa dos fundos europeus. As reformas estruturais continuam a ser adiadas e o país está cada vez mais distante dos países que mais contribuem neste Continente Europeu, que é o mais desenvolvido e mais elitista do mundo. 


Professora universitária de Gestão e Economia