quarta-feira, 11 fev. 2026

Seguramente Ventura

No próximo dia 8 Fevereiro teremos uma das eleições mais importantes de sempre, talvez a mais importante. Podemos compará-la a 1986 e à enorme desilusão da não vitória do Professor Freitas do Amaral. Mas, nesse tempo, Portugal ainda tinha margem para errar, para adiar decisões e para resistir à mudança. Hoje, infelizmente, já não temos esse luxo. Hoje, precisamos mesmo de ousar mudar.

Importa também que fique claro desde já: eu não sou do CHEGA.

Dito isto, vejamos:

1. Votar André Ventura não é votar contra o homem António José Seguro; é votar contra o socialismo e contra a tentativa de reabilitação e ressuscitação do Partido Socialista Português;

2. Votar André Ventura é a garantia de empurrar o Partido Socialista para um fundo político do qual será difícil regressar;

3. Votar André Ventura representa uma ruptura profunda com o actual sistema partidário, cujos protagonistas e práticas já não representam os portugueses nem oferecem soluções credíveis para Portugal;

4. Votar André Ventura não é votar CHEGA;

5. Pelo contrário, votar André Ventura pode justificar tanto os que gostam como os que não gostam do CHEGA, pois poderá significar, com elevada probabilidade, o esgotamento do próprio CHEGA enquanto projecto de poder e a confirmação de que a actual equipa não ambicionará governar Portugal;

6. Votar André Ventura pode também abrir espaço à revitalização e reorganização do centro-direita e da direita em Portugal (PSD, CDS e CHEGA), bem como ao aparecimento de nova gente da sociedade civil e empresarial disposta a assumir o dever do exercício da política, algo absolutamente essencial para o presente e o futuro do País;

7. Votar Ventura é reconhecer a necessidade de um líder com energia, da nova geração, combativo e genuíno (alguém que não tem medo de dizer o que pensa), com valores e um compromisso inequívoco com Portugal;

8. Votar Ventura é aproximarmo-nos de uma Europa de valores, como a liderada por Giorgia Meloni: a defesa de um Estado menor, sério e eficiente; da propriedade privada; da economia de mercado; sempre com centralidade nas famílias e nas pessoas;

9. Votar Ventura não é alinhar em extremismos nem aceitar o rótulo fácil de “fascismo” (que nunca existiu em Portugal). É dar uma oportunidade a uma direita que aceita a democracia, mas que exige mudanças profundas dentro do sistema, que defende a soberania nacional, a identidade cultural, a instituição família e os valores morais do País;

10. Votar Ventura é arriscar na mudança necessária para Portugal, na certeza de que votar em José António Seguro representará a insanidade definida por Albert Einstein: com as mesmas premissas, esperar resultados diferentes;

É por tudo isto, e pela convicção de que prefiro, em vida, arriscar uma mudança cujas consequências dificilmente poderão ser piores do que a realidade vigente, que votarei seguramente em André Ventura no próximo dia 8 de Fevereiro.

Precisamos de arejar, de nos deixarmos de “brigadas do reumático”, de provocar e de criar um futuro melhor.

Não há que ter medo.

Há que ter coragem.

Empresário e gestor, Investigador em Estratégia Nacional